Polí­tica

Foto: Luciana Pires Estruturas foram montadas em vários pontos de Palmas Estruturas foram montadas em vários pontos de Palmas

Alguns vereadores comentaram na sessão matutina desta terça-feira, 24, na Câmara de Palmas/TO, sobre a montagem de estrutura em vários pontos de Palmas para que a população acompanhasse a nova novela da TV Rede Globo, "O Outro Lado do Paraíso". "Ontem ele (o prefeito Amastha) fez uma obra: colocou várias cadeiras e telões na cidade, chamando a sociedade para assistir novela, como se o povo de Palmas não assistisse a Globo e não tivesse televisão em casa", disse Lúcio Campelo (PR). 

Segundo Lúcio, a maioria dos que assistiam nesses pontos eram funcionários públicos. "Foram obrigados a irem assistir na sua região, senão ganhavam as contas", disse. Campelo disse que o outro lado do paraíso é o inferno. "Sou cristão e o outro lado do paraíso está claro na bíblia que é o inferno e eu não quero fazer parte disso". 

Milton Neris (PP) foi além. De acordo com ele, o "prefeito virtual" montou arsenal em todos os cantos da cidade. "Me lembrei do movimento das Diretas Já em que o povo foi às ruas lutar por liberdade. Mas ontem o paço municipal usou toda a sua artilharia, usou toda a sua força política para levar o povo às praças para assistir o que para o prefeito virtual é algo extraordinário. Palmas iria causar inveja no Brasil e no mundo por estar sendo contemplada pela Rede Globo deste País, essa emissora extraordinária, maravilhosa", ironizou. 

Neris ainda criticou a TV Rede Globo. "Essa emissora que nos últimos anos se preocupa em denegrir e agredir às famílias do Brasil. Essa emissora que em horários que deveria falar de Educação, falar de cultura e para ela cultura é homem pelado com criancinhas pegada na mão, para ela cultura é uma mulher beijando outra mulher, um homem beijando outro homem. Para ela cultura é a destruição e a depravação da sociedade e das famílias brasileiras", criticou. 

Para Milton Neris, o povo de Palmas deu resposta ao gestor Carlos Amastha ao não comparecer em peso nos pontos estruturados. "Quanto custou essa mobilização? Quanto custou esses telões? Quanto custou a locação dessas cadeiras? Quanto custou esse serviço para promover Palmas para o mundo, de uma novela que, no meu entendimento, não acrescenta nada de bom para a nossa sociedade?! Quanto custou? Ele precisa dizer quanto pagou por essa festa de última hora", questionou. 

O vereador manifestou repúdio à mobilização da Prefeitura.