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Depois de meses de estiagem, segundo previsão do CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) o estado de São Paulo, oeste de Minas Gerais e toda região norte devem permanecer com chuvas abaixo do normal até novembro.

De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, a baixa umidade aumenta em 40% a síndrome do olho seco e a alergia ocular. Isso porque predispõe ao ressecamento da  lágrima e a quadros de alergia que no Brasil afetam 20% da população, sendo que 6 em cada 10 alérgicos são propensos  a apresentarem reação nos olhos. Apesar dos tratamentos serem distintos, os sintomas do olho seco e alergia ocular são idênticos - coceira, ardência, olhos vermelhos, lacrimejamento, sensibilidade à luz e visão turva.

O especialista diz a água boricada é vista como medicamento natural e responde por mais de 50% da automedicação que atinge 30% quando o assunto é saúde ocular. Ele conta que de 112 casos de olho seco e alergia atendidos nos últimos 60 dias, 20 pessoas (18%) usaram água boricada por conta própria ou indicada por leigos.

Queiroz Neto explica que a água boricada é um anti-séptico que pode ser usado na limpeza dos olhos para aliviar os sintomas da conjuntivite viral. Porém, tem conservantes que agravam a alergia ocular. Também é contra-indicada para olho seco porque contém ácido bórico que altera o PH da lágrima e resseca ainda mais os olhos, aumentando a chance de lesões na córnea.

Como se não bastasse, ele diz que muitos produtos disponíveis no mercado têm concentração de ácido bórico a 2% e 3% que isenta o registro no Ministério da Saúde, enquanto que a concentração usada para limpeza dos olhos nos casos de conjuntivite viral é de 5%. O único procedimento liberado para alívio imediato do desconforto é aplicar compressa fria de água filtrada que ajuda a desinflamar os olhos e reduz a coceira mantendo as doenças sob controle, comenta.

DICAS DE PREVENÇÃO

Queiroz Neto explica que o olho seco pode ter outras causas além da baixa umidade do ar como alterações sistêmicas que comprometem a produção da lágrima.  Nove em cada 10 portadores respondem bem ao tratamento feito com colírio de lágrima artificial desde que aplicado em fase inicial.  O uso prolongado desse colírio, ressalta, pode causar dependência. Para prevenir o olho seco afirma que as principais recomendações são incluir na alimentação semente de linhaça que é rica em Ômega 3, fazer uma dieta rica em vitaminas A e E encontradas em verduras e legumes, evitar ar condicionado, colocar uma vasilha com água nos ambientes e beber bastante água para hidratar o corpo.

A alergia ocular, ressalta, é uma resposta exagerada do sistema imunológico à concentração de poluentes no ar. O tratamento depende da gravidade e inclui desde colírios estabilizadores, até anti-histamínicos, corticóides e em casos extremos ciclosporina, medicamento imunossupressor que interrompe o funcionamento do sistema imunológico. Para equilibrar o campo imunológico o médico recomenda o consumo diário de uma castanha-do-pará que contém selênio, mineral que também protege contra o desenvolvimento de catarata e degeneração macular.

 

Informações LDC Comunicação

Por: Redação

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