Geral

Os membros do Ministério Público do Estado do Tocantins – MPE, participaram recentemente de eleição para escolha do novo procurador-geral. A lista tríplice que foi encaminhada ao governador para escolha do procurador-geral foi formada por Clenan Renaut de Melo Pereira, que foi o mais votado, obtendo 62 votos, seguido de João Rodrigues Filho, com 55 votos, e, em terceiro lugar, José Demóstenes de Abreu, com 53 votos, totalizando 170 votos.

Analisando os números obtidos pelos três candidatos, nos parece que foi uma eleição bem disputada, acirrada. Um dado importante é que dentre os 112 procuradores e promotores aptos a votar, 104 o fizeram. Como a votação é plurinominal e cada membro pode votar em até 3 candidatos, o resultados obtido deveria alcançar 312 votos. Entretanto ocorreram 142 votos em branco, o que representa 45,51% dos votos possíveis.

Esse elevado número de votos em branco nos conduz a uma reflexão: o que levaria essa quantidade de integrantes do Ministério Público, principais responsáveis pela defesa da ordem jurídica do país e da sociedade, votarem em branco nas eleições para escolha do procurador-geral do Ministério Público!?

Como é possível conceber essa declarada divisão no MPE do Tocantins, uma vez que a missão institucional do Ministério Público é exatamente primar pela UNIDADE!

Diante desse aparente racha interno que permeia o MPE, e que até então sobrevivia apenas nas penumbras dos corredores da instituição, após essas eleições a sociedade passou a ter conhecimento dessa mazela.

Não seria este o momento para os membros do MPE, sobretudo os promotores que desempenham sua missão em rincões longínquos e na maioria das vezes sem as mínimas condições de trabalho demonstrassem suas insatisfações, muitas vezes justas.

Entretanto, necessário se faz o exercício do diálogo na busca da unidade da instituição, posto que a sociedade não merece ser penalizada em função de desavenças internas.

 

José Augusto Pereira de Souza - Analista judiciário

Por: Redação

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