Geral

No início da noite desta quarta feira 12 de maio de 2010, a jovem Leandra Pereira da Silva, 20 anos, sofreu tentativa de homicídio pelo ex-companheiro. Grávida de 04 meses, depois de uma pequena discussão na avenida comercial da 605 Norte seu ex-companheiro saca uma arma de fogo e acerta na região do pescoço da vitima comprometendo os movimentos do seu corpo.

No momento do ocorrido os populares presentes acionaram os Serviços de Atendimento Móvel de Saúde e a Patrulha da Policia Militar, com a demora do SAMU a jovem foi conduzida ao HGP pela viatura da PM com o acompanhamento da família. Acontece que a vítima ao chegar no Hospital Geral de Palmas logo foi colocada em uma maca sem o mínimo conforto possível, sem o acolchoado e o devido cuidado para o caso. Só no dia seguinte depois de um apelo emocionado de sua mãe foi providenciado pelo hospital um banho, um colchão e lençóis para jovem vitima desta fatalidade.

A grande dificuldade encontrada pelo os familiares de Leandra foi a falta de informação e até mesmo com informações não condizentes com a realidade. Enquanto o funcionário da recepção do Pronto Socorro afirmava que a vítima estava em trabalho de cirurgia sua mãe a enxergava pelas brechas da porta da sala de espera agonizando com a dor da bala alojada em seu pescoço, sem atendimento, sem informações e além tudo mal atendida por funcionários públicos pagos pela sociedade tocantinense.

Em um determinado momento horas depois da entrada de Leandra no Hospital chegou uma paciente acompanhada por parentes com boas aparências inclusive alguns de ternos. E neste caso foi notada por todos os presentes no momento uma nítida diferença no atendimento, pois esta logo foi bem atendida e logo encaminhada para o especialista do caso.

De forma que houve demora no atendimento e bastante negligência com o caso de jovem Leandra. Inclusive sua mãe em mais um apelo aos atendentes do HGP os indagou se a diferença e o descaso com sua filha tinha haver com sua situação financeira, ou seja se era por que ela era pobre. Só hoje 13/05/10 por volta das 09:30 horas é que uma assistente social veio informar à mãe da vitima que a situação não era boa e que a informação médica é que Leandra corria o risco de não mais andar com suas próprias pernas.

Uma situação que nos a refletir sobre o verdadeiro papel do Estado no atendimento às pessoas. A constituição federal garante que todos somos iguais perante a lei. E é situações com esta é que vem acontecendo em nosso Estado.

O interessante é que no mesmo dia em que o governador Carlos Gaguim patrocinava um mega evento com prefeitos e lideranças do interior do Estado às custas do dinheiro público para identificar quem está com ele, para como ele mesmo disse tratar com diferença os outros que não compareceram, milhares de pessoas agonizam em filas de hospitais em todo Estado, sendo o caso de Leandra só mais um. Se o governador do Estado diz que vai tratar diferente quem estiver com ele, penso que os servidores estão orientados a fazer o mesmo. Pelo menos é o que dá para entender.

Está passado da hora do Estado do Tocantins acelerar no aspecto saúde humanizada, hospitais equipados, profissionais valorizados, governantes comprometidos com a pessoa humana e com vida de milhares de homens e mulheres que a cada dia constrói este Estado com suor, luta e dignidade.

(Erivelton da Silva Santos - Líder Comunitário)