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O Ministério Público Federal em Tocantins (MPF) intermediou, na semana passada, reunião entre membros das comunidades impactadas pela usina hidroelétrica de Estreito e o Consórcio Estreito Energia (Ceste), formado pela Suez Energy, Vale, Alcoa, BHP Billiton e Camargo Correa, responsável pelo empreendimento.

Segundo o MPF, a demora nas negociações e compensações e a fase adiantada nas obras da barragem motivaram a reunião, realizada em Araguaína, e que contou com a participação do Ministério Público do Estado do Tocantins, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e Ibama.

O procurador da República Álvaro Manzano afirmou que há uma grande quantidade de pessoas que buscam na Procuradoria da República no Tocantins uma solução para o impasse. "Não podemos esperar mais, pois o estresse é muito grande para quem terá suas propriedades inundadas. É urgente que se constitua uma solução para tratamento destes impactados", disse. Entre as denúncias dos impactados, estão a forma de avaliação das benfeitorias, consideração de apenas uma parte dos assentados como atingidos e a pressão para que seja aceito o valor apresentado pelo Ceste.

A diretora de socioeconomia do consórcio, Norma Vilela, responsável por reacomodar as famílias atingidas, disse que a negociação é feita diretamente com os proprietários, mas o caso dos assentados é diferente. Norma reclamou da ausência do Incra na reunião, já que grande parte das demandas envolve o órgão responsável pela reforma agrária. Foi agendada nova reunião para janeiro de 2009, em que serão avaliados os encaminhamentos propostos.

Fonte: DCI