Geral

Foto: Divulgação

No âmbito do Programa de Apoio à Comunidade Lindeira e à Produção Familiar de Subsistência, o Consórcio Estreito Energia (Ceste) tem ofertado aos produtores rurais, que ingressaram voluntariamente na ação, assistência técnica para o incremento de suas atividades rurais. Na última semana, uma experiência inédita no projeto foi implantada na Fazenda Canto Alegre, em Babaçulândia (TO): a Agroquintal, que alia produção agrícola e animal com tratos puramente orgânicos. O programa busca reabilitar e apresentar alternativas viáveis de produção e de melhor aproveitamento da terra.

Na propriedade dos produtores Maria Barros de Sousa e Aureliano Dias de Sousa são criados porcos e aves e também cultivadas frutas, verduras, legu-mes e ainda plantas medicinais. Ali, os técnicos do programa encontraram o cenário perfeito para a implantação da Agroquintal. “Nesta técnica, uma produ-ção assegura o sucesso da outra, formando um círculo positivo de resultado do trabalho”, comenta Amadeus Pereira dos Santos, técnico agrícola que presta assistência direta na área.

Segundo ele, a técnica prevê o aproveitamento de todo o material produzido nas duas culturas (animal e vegetal) na área. “Assim, com os dejetos dos ani-mais, por exemplo, realizamos a compostagem, que é a transformação de ma-terial orgânico em adubo, a ser utilizado na produção agrícola e ainda gerar renda direta aos produtores”, destaca Amadeus Pereira dos Santos.

Maria Barros de Sousa e Aureliano Dias de Sousa, proprietários da área, dizem estar satisfeitos em integrar o Programa de Apoio à Comunidade Lindeira e à Produção Familiar de Subsistência promovido pelo Ceste. “Estamos no paraíso”, comenta Maria Barros. “Hoje, já posso dizer que sei como utilizar o que nós temos aqui”, assegura Aureliano Dias de Sousa.

Filadélfia

Na Fazenda Mara Rosa em Filadélfia (TO), a produção de bananas iniciada há quatro anos não rende mais os mesmos frutos. Os produtores rurais Rosa Maria Lopes da Silva Brito e José de Ribamar Brito, também por integrarem o Programa de Apoio à Comunidade Lindeira e à Produção Familiar de Subsistência, passaram a receber assistência técnica especializada para que a sua produção frutifique. Eles cederam o local para a instalação de mais uma Unidade Demonstrativa (UD) do projeto.

Os proprietários da Fazenda Mara Rosa, Rosa Maria e José de Ribamar, asseguram que muita coisa mudou para eles desde que começaram a participar do programa. “A gente acha que sabe, mas depois percebe que conhece muito pouco da forma certa de se trabalhar”, relata José de Ribamar. Rosa Maria completa: “Temos hoje uma boa assistência técnica e também com a ajuda de Deus estamos certos de que tudo vai melhorar. O que estamos aprendendo agora, será muito útil para a nossa produção”, comemorava.

“A proposta do projeto é orientar e capacitar, tecnicamente falando, os produto-res rurais para a manutenção da sua atividade agrícola”, diz a gerente de Projetos Econômicos do Ceste, Cassandra Gelsomino Molisani.

O engenheiro agrônomo Amauri Daros, coordenador da assistência técnica do Programa de Apoio à Comunidade Lindeira e à Produção Familiar de Subsistência, destaca que desde o início do projeto já é possível perceber algumas mudanças no comportamento dos produtores, quanto à forma de trabalho de-les.

“Ainda que este seja um projeto que vá apresentar resultados a médio e longo prazos, a gente já percebe algumas mudanças na forma do trato de sua cultura. São pequenas coisas, que numa simples manhã demonstrando novas téc-nicas, já faz uma diferença enorme para o grau de conhecimento que eles têm”, fala Amauri.

Fonte: Assessoria de Imprensa UHE Estreito