Polí­cia

As mães-alunas da Escola da Unidade Prisional Feminino de Palmas receberam uma homenagem nesta quinta-feira, dia 5, pela passagem do Dia das Mães, que ocorrerá no próximo domingo. As reeducandas aproveitaram a ocasião para compartilhar suas histórias, para falar da importância da escola em suas vidas e que o crime não compensa.

A maranhense Rosana Maria Alves, 52 anos, que está há três anos e dois meses na prisão, contou que tem três filhos, e que parou de estudar quando tinha 12 anos. Hoje matriculada nas turmas da Educação de Jovens e Adultos, está cursando a 5ª série e que está feliz pela oportunidade. “O saber nos ensina a conviver, a dialogar e a vermos as oportunidades que a vida oferece”, frisou Rosana.

Ela disse que as pessoas deveriam pensar melhor antes de se envolverem em crimes porque é muito ruim viver longe da família e esta também sofre.

Maria de Lurdes da Silva Lima, 57 anos, presa desde junho de 2008, mãe de sete filhos, oito netos e três bisnetos, disse que já tem direito ao regime semi-aberto e está lutando para voltar a sua terra, Colinas, para ficar perto da família e recomeçar com uma nova vida. Maria de Lurdes não sabia ler, foi alfabetizada pela turma da Educação de Jovens e Adultos. “O estudo tem aberto muitos caminhos, aprendemos a conviver melhor um com os outros e passamos mais tempo ocupadas com coisas positivas”.

Homenagem às mães

Como a maioria das mulheres privadas da liberdade são mães, a equipe da unidade escolar com o apoio da Secretaria da Educação e diretoria do presídio, promoveu uma homenagem especial, com distribuição de prêmios e show com o cantor Dorivã.

Estiveram presentes na solenidade: a subsecretária da Educação Básica, Marciane Machado Silva, o escritor e diretor da Educação Indígena e Diversidade da Seduc, Maximiano Bezerra, o subsecretário da Justiça e Cidadania, Djalma Leandro e técnicos da Seduc e da Secretaria da Segurança, Justiça e Cidadania.

A subsecretária Marciane falou da motivação que as pessoas devem ter para enfrentar os desafios da vida, explicou como a Secretaria da Educação está implantando novos programas para melhorar a escola e lembrou a diversidade que a Seduc atende desde a educação prisional, do campo, indígena e especial.

Na ocasião, Marciane levou para as reeducandas matriculadas na escola, um kit com produtos de higiene e toalhas.

A diretora da escola Raimunda Monteiro de Carvalho contou que trabalhar com a educação prisional tem os seus desafios, mas é muito gratificante quando a equipe consegue realizar uma atividade diferenciada, principalmente, para promover a integração entre as mulheres privadas da liberdade e a sociedade.

Música

O cantor Dorivã, que é voluntário da Educação, conversou com as alunas, contou partes de sua história de vida e cantou seus principais sucessos. Ele explicou que também foi aluno da Educação de Jovens e Adultos e hoje cursa Pedagogia.

Entrega de livros

Todas as alunas receberam exemplares do livro de contos denominado “flores, espinhos e vendavais”, do escritor Maximiano Bezerra, que na ocasião, interpretou textos do livro.

Fonte: Assessoria de Imprensa Seduc