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O ministro das Minas e Energia, senador Edison Lobão, garantiu nesta última quarta-feira, 12, a prorrogação, por mais seis meses, do contrato entre a Eletrobras e a Celtins, para a instalação de 4 mil e 800 pontos de energia nas propriedades rurais do Estado, dentro do Programa Luz Para Todos. O contrato venceria no próximo dia 31 de dezembro no que inviabilizaria a instalação dos pontos já contratados em função do fim do prazo contratual.

A informação foi passada à senadora Kátia Abreu (PSD) presidente da Confederação da Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins (FAET). Lobão também garantiu à senadora que, expirado o novo prazo de seis meses, o governo federal irá autorizar um novo contrato entre Eletrobrás e Celtins para a instalação de mais 15 mil pontos de energia na zona rural do Tocantins, sinalizando ao Estado o início de ampliação do cadastro existente.

Na oportunidade, a senadora também fez gestões ao ministro para abrir uma exceção à Celtins que, em processo de intervenção, encontra dificuldades para captação de recursos junto ao Banco da Amazônia para viabilizar a contrapartida dos novos contratos (15 mil pontos) que ampliam a implantação de energia elétrica no Tocantins. O ministro foi receptivo ao pedido no sentido de fazer gestões sobre o assunto. Somente para os 15 mil pontos de energia é necessário uma contrapartida que alcança a R$ 45 milhões, para  um investimento da ordem de R$ 300 milhões, conforme o Ministério das Minas e Energia.

O pedido da senadora Kátia Abreu ao ministro Edson Lobão foi feito após levantamento que indica uma demanda cadastrada (e não contratada) em novembro último da ordem de 12 mil propriedades sem energia no Estado. Kátia Abreu pediu ao Ministro a garantia para que os novos contratos sejam viabilizados até 2014. Sem a subvenção da Eletrobrás, subordinada ao Ministério das Minas e Energia, os proprietários que não possuírem energia em suas propriedades serão submetidos à universalização que obriga a Celtins a eletrificar os imóveis num prazo que se estende  até 2025. Ou seja, o proprietário poderá ter que esperar por mais 12 anos para ter energia em sua propriedade. (Assessoria de Imprensa Kátia Abreu)