Saúde

Uma das doenças oculares que mais atinge os brasileiros é o glaucoma. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Glaucoma, este mal é a terceira causa de cegueira no País. A importância da prevenção deste mal foi comemorado ontem, 26, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. O oftalmologista Jorge Mendes, um dos profissionais da equipe médica do HGPP – Hospital Geral Público de Palmas, explica que o glaucoma é uma doença irreversível e neuro-oftalmológica porque afeta o nervo ótico que é a estrutura que leva a visão ao cérebro.

A doença é assintomática e, por isso, geralmente a maioria dos portadores não sabe que a possui.  Esta não tem cura e pode levar a perda da visão caso não seja descoberta cedo. Mendes informa que o glaucoma é de caráter familiar genético, está associado ao aumento da pressão intraocular e lesão do nervo ótico. Além da hereditariedade, outros grupos de risco estão sujeitos a desenvolver a doença. “As pessoas de etnia negra, diabéticos, obesos, pessoas com trauma ocular, hipertensos e os que fazem uso irregular de colírios”, esclarece o oftalmologista.

O médico Jorge Mendes conscientiza que o glaucoma é uma doença indolor e silenciosa, por isso é importante alertar às pessoas a buscarem diagnóstico preventivo através de exame oftalmológico anual e caso tenha a doença faça um tratamento apropriado. Mesmo não tendo cura, no entanto o seu tratamento pode ser feito à base de colírios e em alguns casos é controlado através de intervenção cirurgia.

Dados da OMS

Levantamento feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que existem mais de 65 milhões de pessoas com glaucoma no mundo. A doença representa a segunda maior causa de cegueira na população em geral e a principal causa de cegueira na população negra mundial.

De acordo com dados da OMS, o mal é de 6 a 8 vezes mais comum em negros do que em brancos. O histórico familiar também é importante para o diagnóstico, pois cerca de 6% das pessoas com glaucoma já tiveram outro caso na família.

Os estudos mostram ainda que de 1% a 2% da população mundial acima dos 40 anos desenvolve a enfermidade. Já acima de 70 anos o índice chega a 7%. No Brasil, mais de um milhão de pessoas têm glaucoma diagnosticado.