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Foto: Divulgação

Uma das maiores riquezas do Tocantins é sua grande quantidade de águas fluviais. Com recursos naturais que só trazem pontos positivos para o fomento da piscicultura, a produção de peixes no Estado, cresceu mais de 500% nos últimos 10 anos e se encontra em desenvolvimento constante. O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), promoveu e apoiou, juntamente com parceiros, diferentes ações que contribuíram com o aumento da produção que subiu de 6.500 toneladas em 2010, para 15 mil toneladas em 2014, um acréscimo de 130%.

Para o coordenador de fomento à aquicultura da Seagro, Alexandre Godinho, a produção de peixes é uma das atividades do setor agropecuário em franca expansão há pelo menos 20 anos e apresenta grande potencial de mercado, tanto interno, quanto externo. “Hoje no Estado existem 206.000 ha de lagos formados pela construção de usinas hidrelétricas, que podem ser utilizados na criação de peixes em tanque-rede e pelo menos 25.000 ha de áreas com boas condições para a construção de viveiros e açudes”, comenta Godinho.

Ainda de acordo com Alexandre, as condições naturais do Tocantins são fatores que contribuem para o desenvolvimento da criação de peixes. “O clima do Estado é favorável para a criação de espécies tropicais, apresentando ainda, uma topografia plana, água de excelente qualidade e em grande quantidade o que favorece o desenvolvimento de novas tecnologias de produção, contribuindo para um cenário extremamente positivo para o crescimento da aquicultura no Estado”, conclui.

Em relação ao número de empregos diretos e indiretos do setor aquícola, o crescimento também foi expressivo, sendo que em 2010, foram registrados 7.500 contratos e em 2014, este número aumentou para mais de 11 mil. “Grande geradora de empregos e renda, no Tocantins em 2014, a aquicultura contribuiu com a manutenção de pelo menos 11 mil empregos diretos e indiretos e cada vez mais se consolida como uma das melhores atividades agropecuárias para investimentos em grandes e pequenas propriedades”, ressalta o secretário executivo da Agricultura e Pecuária, Ruiter Padua.  

Para Kai Schwabather, produtor de peixes há 20 anos no Tocantins, o investimento na atividade traz retorno lucrativo em pouco tempo, o que incentiva o aumento da aquicultura no Estado. “Hoje minha produção gira em torno das espécies caranha e tambaqui, além dos peixes de couro e não tenho o que reclamar, pois a demanda do Estado é muito grande e os produtores contam com fatores positivos como o clima, o acompanhamento técnico e a construção de frigoríficos para desenvolver sua produção de forma a atender esta demanda”, explica Schwabather.

Potencial 

Boa logística e infraestrutura já inserida, diversas áreas aptas à implantação de viveiros e uma série de pontos positivos ligados aos recursos naturais, como o clima, a quantidade de água, a topografia plana e a vegetação, favorecem a construção de barragens para piscicultura que tem potencial para superar 500 mil hectares de lâmina d´água. Isto poderá multiplicar a produção atual do pescado tocantinense.

A abundância em águas potencializa a formação de grandes lagos que facilitam a instalação de criatórios em tanques-rede, o que incentiva e enriquece as atividades ligadas à aquicultura, sendo que o modelo produtivo da piscicultura comercial é baseado em espécies consideradas introduzidas ou nativas como o tambaqui, a caranha, o pirarucu e a cachara.

Ações 

A Secretaria da Agricultura e Pecuária do Estado (Seagro) e parceiros, pensando em um crescimento sustentável da aquicultura no Tocantins, desenvolve ações voltadas para o segmento com frequência. Em 2014, uma série de eventos com destaque para palestras, cursos, projetos e capacitações foram realizadas com produtores e técnicos de todas as regiões do Estado. Além disso, foram feitos encaminhamentos para o ordenamento dos parques aquícolas estaduais e o apoio à implantação dos parques federais.

Em relação ao número de especialistas em aquicultura e pesca, foi registrado o maior aumento entre o período de 2010 e 2014, já que em 2010, no quadro de concursados do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), órgão vinculado à Seagro, não existiam profissionais especialistas e em 2014 o número saltou para sete profissionais. (Ascom Seagro)