Polí­tica

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A petição pelo cancelamento do auxílio-moradia aprovado pelos deputados estaduais do Tocantins no valor de R$ 3,8 mil contabiliza até esta terça-feira, 27, mais de 2 mil assinaturas. Segundo informou a estudante Bruna Meneses ao Conexão Tocantins, 1.244 pessoas já confirmaram presença na manifestação que acontecerá no dia da posse dos deputados na Assembleia Legislativa, próximo domingo, 1° de fevereiro.

A petição que será entregue aos parlamentares e manifestação pelo cancelamento do auxílio que será iniciada às 9 horas da manhã, são organizadas pelo Comitê em Defesa da Cidade de Palmas – tem como base professores da Universidade Federal do Tocantins (UFT) – através da Avazz. Bruna ajuda na articulação pelas redes sociais.

Bruna disse ao Conexão Tocantins que a mobilização popular será o marco inicial da nova legislatura. “Nossos representantes terão que entender que se deve governar para o bem da população”, afirmou. Bruna Meneses ainda salientou que os integrantes estão bastante confiantes. “Acreditamos que as pessoas irão expressar sua insatisfação a esse ato imoral dos nossos governantes, e, além disso, entregaremos as assinaturas em um ato simbólico que expressa à vontade dos cidadãos”, assegurou.  

Segundo descrição em abaixo-assinado, o auxílio-moradia foi votado quase que no “apagar das luzes” impossibilitando quaisquer debates e ponderações da população que é o efetivo titular do poder público. O Movimento Nacional de Luta Pela Moradia - MNLM também questiona o benefício e prepara mobilização contra o benefício aos parlamentares.

O texto do descritivo diz ainda: “sabendo-se, que o Tocantins possui um déficit habitacional de aproximadamente 93 mil moradias e que, a cidade de Palmas, capital do Estado, sofre um acelerado processo de segregação socioespacial, empurrando a população pobre para morar cada vez mais longe do centro da cidade, permanecendo isolada dos principais equipamentos urbanos, como: escolas, hospitais, creches, comércios e serviços em geral; solicitamos aos Deputados Estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins que cancelem o auxílio-moradia de R$ 3,8 mil mensais que concederam a si”, consta.

Efeito político

Entre os deputados estaduais o assunto é visto com muita cautela. Muitos deles não se sentem confortáveis para comentar o assunto e temem se manifestar contra, para não expor os colegas. Alguns parlamentares ouvidos pelo Conexão Tocantins já se manifestaram contra, como é o caso do peemedebista Nilton Franco (PMDB) dentre outros que possuem residência própria na capital. Por outro lado deputados como José Roberto Forzani (PT), José Bonifácio (PR) e ainda o próprio presidente Osíres Damaso (Democratas) defendem abertamente o benefício alegando que outros poderes recebem principalmente no Estado. "É um direito assim como a Câmara Federal tem e outros órgãos também", defendeu Damaso ao Conexão Tocantins assim que instituiu o benefício novamente.

Para receber o auxílio cada deputado deve requerer o benefício á mesa diretora. Um dos deputados que não deve aceitar o benefício é Eduardo Siqueira Campos que reside em Palmas. As discussões dentre os parlamentares sobre o assunto devem se intensificar após a posse da próxima legislatura que acontece no domingo já que em época de articulação política para eleição da mesa nem mesmo os candidatos querem se manifestar contra o benefício.