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Os protestos contra o projeto de lei da terceirização, que tramita no Congresso também aconteceram no Tocantins. A proposta (PL 4330) regulamenta os contratos de terceirização. O texto autoriza o uso de serviços terceirizados em qualquer atividade das empresas. Hoje, apenas as atividades-meio, como limpeza e segurança, podem ser terceirizadas.

O ato aconteceu em frente à sede do Incra na capital. Cerca de 60 servidores do Incra, Funai, SPU, MS e Funasa paralisaram as atividades contra o PL 4330 das terceirizações. Cartazes com as imagens dos deputados federais do Tocantins que votaram a favor do PL 4330 foram exibidos.

O funcionalismo federal ameaça deflagrar greve geral na 1º quinzena de junho, caso não haja o reajuste dos salários como base nas perdas decorrente da inflação.  O protesto foi crítico em relação ao governo da presidente Dilma. Segundo Flávio, diretor do Sintsep, existe hoje um verdadeiro abandono da questão agrária e indígena, “a Amazônia Legal encontra-se a mercê da grilagem de terras e do desmatamento”.

Além da luta contra o PL 4330 o ato também levantou outras bandeiras em defesa do serviço público de qualidade, entre elas: contra a falta de autonomia técnica dos servidores para fiscalizar a aplicação de recursos público; contra a banalização do trafico de influência; contra a banalização do suborno e sua institucionalização; contra o aparelhamento partidário dos órgãos públicos; contra a terceirização ilícita no setor público, em especial nas empresas públicas; pela publicidade e auditoria dos empréstimos secretos do BNDES; contra a escalada da inflação nos últimos meses; contra o aumento do desemprego; contra o apagão na infraestrutura e o consequente aumento do “custo Brasil”; contra o processo de desindustrialização da economia brasileira; contra o aumento da carga tributária; contra a crise na saúde; contra a terceirização na educação; contra a crise econômica e contra a saraivada de escândalos de corrupção no governo.

Segundo o Sindicato, o legislativo e o executivo, por meio do PL 4330 burlar Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), impor ao trabalhador pagar a conta do desgoverno e da crise política, arremata o diretor.

Por: Redação

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