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Paralisações seguidas de atos de protestos do funcionalismo público federal juntamente com os movimentos sociais marcaram esta segunda-feira, 27, na capital Palmas. O ato segue orientação nacional e teve início pela manhã com concentração de servidores em frente ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Ministério do Trabalho (MTE) e protestos em frente à Fundação Nacional de Saúde (Funasa), contou, ainda, com a participação de servidores da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Superintendência do Patrimônio da União (SPU), Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), bem como contou com a participação de representante do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Colinas e com trabalhadores da Articulação Camponesa de Luta pela Terra e Defesa dos Territórios.

Segundo Flávio Mota, diretor de assuntos jurídicos do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado do Tocantins (Sintsep-TO), na prática, vários órgãos estão em verdadeiro estado de greve há meses, "o que é percebido pelos usuários que não conseguem ser atendidos com eficiência e com a dignidade esperada. A ausência de data base e o vácuo de regras sobre negociação coletiva com o governo estão na raiz da escalada dos movimentos grevistas. A ampliação da discrepância salarial entre órgãos, as perdas do poder de compra dos salários e a ausência de reestruturação das carreiras geram crescente insatisfação dos servidores. A tendência é que o movimento venha a se intensificar a cada dia por meio das paralisações das atividades, o que pode levar a uma greve geral do funcionalismo no Estado do Tocantins", informa Flávio Mota. 

A categoria espera que o governo leve em consideração também o índice de inflação apontado para este ano e que pode chegar a dois dígitos, em torno de 10%. "A preocupação é que a categoria não continue amargando perdas salariais, que no acumulado chegam a mais de 40%, o que na prática significar redução real dos salários do funcionalismo federal", afirma Flávio Mota.

Ainda segundo o sindicalista, o governo "dormiu nos últimos anos e vem subestimando a deterioração da qualidade dos serviços públicos". Segundo Flávio Mota, ao invés de profissionalizar a gestão pública, o governo fez foi ampliar o aparelhamento partidário e sindical do Estado. "A Consequência desse processo pernicioso resulta invariavelmente em prejuízo ao erário, prejuízo ao serviço público de qualidade. A incompetência das gestões baseadas nos quadros do partido e a banalização da corrupção explicam a crise de governança atual”, diz o represente do sindicato.

Representantes do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Colinas e trabalhadores da Articulação Camponesa de Luta pela Terra e Defesa dos Territórios participaram dos protestos e denunciaram a escalada do conflito fundiário contra os ocupantes tradicionais das glebas da União, entre elas: gleba Anajá, o caso do acampamento Vitória; gleba Tauá, a violência causada por grileiros; assentamento Fortaleza, em Nova Olinda; ocupantes da fazenda Levinha e Sucupira, em Araguaína, há mais 20 anos lutando pela terra. 

Por: Redação

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