Polí­tica

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A Câmara Municipal de Palmas realizou na manhã desta quarta-feira, 17, sessão solene em homenagem ao Dia do Pastor – proposta do vereador pastor João Campos (PSC). Com a presença do deputado estadual, Eli Borges (Pros), os vereadores posicionaram-se contra temas e afirmaram a intransigência da Casa nas questões da família. “Esse parlamento é intransigente nas questões da família”, reforçou o presidente da Câmara Rogério Freitas (PMDB). 

O vereador Milton Neris (PR), disse ser necessário travar uma guerra contra a “minoria que não sabe o que é bom para nossa sociedade e se posiciona como tais. O que seria de nós sem o senhor. Temos que travar uma guerra contra essa minoria que está tentando avacalhar a família”, afirmou. O vereador lembrou do caso em que uma mulher foi estuprada e assassinada no Aureny III e posicionou: “Aquele homem que estuprou uma mulher e matou não estava em uma igreja. Se tivesse não tinha cometido aquilo”, disse.

Júnior Geo (Pros), disse que a igreja tem feito o papel da segurança pública. "Muitas vezes o que a segurança pública por falta de pessoas e condições deixa de fazer”, disse. O vereador Joel Borges (PMDB) que é irmão do deputado Eli Borges, desafiou: “Fechem as igrejas e esperem o resultado do caos que vai virar essa sociedade. Fechem as igrejas e aí a sociedade vai respeitar o papel e a importância da igreja”, afirmou.

Convidado, o deputado Eli Borges lançou sua frase mais conhecida - "Para mim, a intimidade deve ser vivida na intimidade" -, e pediu ajuda dos vereadores contra conteúdo do Plano da Educação que trás ideologia de gênero nas escolas. "Nós montamos uma equipe de trabalho. De 0 a 7 anos uma criança molda sua postura na base do que ouve e vê. Nós estamos correndo a 180 por hora. 80 municípios confirmados com quadros revertidos", informou. 

O deputado lembrou do caso em que seu assessor de imprensa foi envolvido com carro clonado. "Montaram um esquema de prender um carro de assessor. Ligaram foi pra mim, arrumando um jeitinho de atingir um homem que defende a família", disse. 

Marcha da Maconha

Os vereadores aproveitaram a sessão de hoje para continuar as críticas ao ex-superintendente de Igualdade Racial da Prefeitura de Palmas, José Mamédio de Oliveira, por vídeo na qual ele convidava para a Marcha da Maconha. “Tivemos um cidadão que teve a coragem de fazer apologia ao crime e achar que estava certo. Esse cidadão não sabe o que é para um pai e uma mãe que tem um filho no mundo das drogas”, afirmou o vereador Milton Neris. 

Após polêmica, Mamédio foi exonerado e afirmou ao Conexão Tocantins que foi mal interpretado quando a intenção era de discutir o tema. "Vivemos em um País onde as pessoas tem a cabeça muito fechada para discutir alguns temas, principalmente com relação à regularização da maconha", disse Mamédio, 

O presidente da Câmara, Rogério Freitas, também manifestou sua posição quanto ao tema. “Sou veementemente contra a marcha da maconha e não fico escondido”, afirmou.