Esporte

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O Brasil sediará em outubro o maior evento esportivo-cultural do mundo: os I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. O lançamento oficial será realizado nesta terça-feira (23.06) pelo Ministério do Esporte e pelo Comitê Intertribal - Memória e Ciência Indígena (ITC). A solenidade, às 19h, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, reunirá líderes indígenas de 22 países e 24 etnias nacionais, além de diversas autoridades do governo federal, do Distrito Federal e de Tocantins.

A governadora em exercício Claudia Lelis, juntamente com os secretários Cesar Roberto Simoni (Segurança Pública), coronel Raimundo Bonfim (secretário-chefe da Casa Militar), Gleidy Braga (Defesa e Proteção Social), Melck Aquino (Cultura), Renato Assunção (Representação do Estado em Brasília) e Sallim Milhomem (Esporte, Lazer e Juventude) integrarão a comitiva estadual que representará o Estado do Tocantins no lançamento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMI). 

O lançamento abre os trabalhos do Congresso Técnico, em que será definido todo o funcionamento e o andamento dos Jogos, marcados para o período de 20 de outubro a 1º de novembro, na cidade de Palmas (TO). O evento internacional é uma parceria entre o governo federal, do ITC e a Prefeitura de Palmas.

“O lançamento dos Jogos Mundiais Indígenas e o Congresso Técnico, em Brasília, serão momentos para interagir e preparar as lideranças que, em outubro, se encontrarão em Palmas para uma rica troca de experiências. Será um momento mágico de preservação e de valorização da cultura e da diversidade dos povos indígenas de todos os cantos da terra”, afirmou o ministro do Esporte, George Hilton.

Congresso Técnico

Entre os dias 23 e 25 de junho as lideranças nacionais e internacionais das delegações indígenas, professores de Educação Física, representantes governamentais e técnicos desportivos definirão a metodologia dos Jogos, como regras e programação dos 13 dias de evento, além de discutir as peculiaridades de cada povo para a recepção das diversas etnias, como restrições culturais e alimentares, hospedagem e adaptação.

Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Guiana Francesa, México, Nicarágua, Panamá, Rússia, Uruguai, Venezuela, Filipinas, Congo-Brazzaville, Etiópia, Peru, Guatemala, Mongólia, Nova Zelândia e Austrália são os países que confirmaram presença no Congresso Técnico, indicando a intenção de participar dos Jogos.

Jogos Mundiais

A primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas pretende ampliar a convivência já instituída na edição nacional – que acontece desde 1996 – entre os diferentes grupos étnicos, dando oportunidade para que os povos se conheçam, interajam e se socializem com seus costumes, hábitos e culturas, por meio de atividades esportivas e culturais.

Cada país poderá inscrever até 50 participantes, totalizando 2.200 indígenas, sendo 1.100 de etnias nacionais e 1.100 internacionais. A programação será diversificada, com atividades esportivas (jogos nativos de integração, jogos tradicionais demonstrativos e jogos ocidentais), atividades culturais (shows e apresentações), passeios turísticos, gastronomia diversificada e feira de artesanato. A estimativa é que aproximadamente 300 mil pessoas circulem pelas arenas durante o evento.

“É uma grande conquista dos povos indígenas e do governo brasileiro. Junto a várias parcerias, chegamos até aqui para realizar os Jogos Mundiais Indígenas pela primeira vez. Um encontro em que cultura e tradição se juntam à tecnologia e promovem uma competição que é uma celebração entre povos diferentes de todo o mundo”, afirmou Marcos Terena, presidente do Comitê Intertribal.