Polí­tica

Foto: Divulgação Lúcio Campelo disse que o prefeito de Palmas se acha Lúcio Campelo disse que o prefeito de Palmas se acha "a rainha da cocada preta"

A Educação da Capital foi discutida pelos vereadores de Palmas em sessão nesta quinta-feira, 15. Hoje é comemorado o Dia do Professor, no entanto, segundo Joaquim Maia (PV), os educadores em Palmas não tem o que comemorar. “O que temos é um dia triste com salas de aulas vazias, com alunos em casa, com professores paralisados, em greve”, afirmou.

De acordo com Maia, “a atual gestão não tem a educação como prioridade”, frisou. Joaquim Maia disse que a situação na Educação é de não acordo. “Uma condição de não negociação, um dia dos professores que temos muito a lamentar. A educação de Palmas conseguiu progredir muito, no entanto, temos que olhar essa situação de maneira macro. Entendendo que a Educação deve ter uma evolução constante. Não é pedindo para trancafiar o presidente, muito pelo contrário, é abrindo as portas para conversa”, afirmou.

O parlamentar Lúcio Campelo (PR) disse que o momento é de luta para os professores. “Quero parabenizar o professor que vive um momento de luta. Essa luta dos professores em busca dos seus direitos adquiridos e não cumpridos, não só por falta de recurso, mas principalmente por falta de cumprir o planejamento estratégico determinado por uma Secretaria e pelo prefeito como se fosse a rainha da cocada preta faz o corte e coloca a sociedade, os alunos em dificuldades, expondo os professores a um processo de greve”, afirmou.

De acordo com Lúcio, os professores de Palmas podem até receber um bom salário mas “eles não tem a obrigação de ter aquilo que é de direito, garantido por lei, negado por um prefeito descomprometido com Palmas. O resultado está aí, pode fazer uma pesquisa: se fosse candidato hoje, se tiver quatro candidatos ele é o quarto. Por falta de compromisso e por não ouvir a sua base, por não ouvir a oposição, porque essa Câmara quer o bem de Palmas mas ele é a rainha da cocada preta. Que Deus proteja ele que da noite para o dia, como fez ontem, ao determinar um pedido de prisão do presidente do Sintet, uma hora e meia, duas horas depois, ele voltou atrás", criticou. 

O vereador Irmão Jairo (PSL), parabenizou a classe de professores e pediu reflexão. “Que esse dia seja de reflexão para que se ache o caminho. Nós sabemos que professor, educação, saúde e segurança pública, são os três pilares do nosso País. Se essas classes não vão bem, com certeza, vai refletir em outros segmentos”, afirmou.

Walter Balestra (PCdoB), também parabenizou e disse que os professores devem comemorar por serem muito importantes na sociedade. Balestra defendeu o prefeito de Palmas, Carlos Amastha. “Não podemos colocar a culpa no gestor. Não ouvimos aqui em nenhum momento que está atrasado pagamento", disse. 

O vereador João Campos (PSC) disse que a Educação de Palmas passa por momentos difíceis mas que espera uma solução. “Sabemos que a causa deles é procedente e alguma coisa tem que acontecer. Eu espero que a comissão que está ali reunida encontre um denominador comum e a solução esteja bem próxima”, afirmou.

Acontece desde às 08 horas desta quinta-feira, na sala de reuniões do prefeito Carlos Amastha, na sede da Prefeitura de Palmas, uma reunião entre representantes da Prefeitura de Palmas, Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado (Sintet), Conselho Municipal de Educação e da Câmara de Vereadores, para negociar a greve dos servidores da rede municipal de Educação de Palmas.