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Foto: Emerson Silva

Um Termo de Cooperação Técnica para estudo do mapeamento, caracterização e identificação dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) do Tocantins foi firmado nesta terça-feira, 22, entre a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura (Seden) e a Universidade Federal do Tocantins (UFT). Arranjo Produtivo Local, ou APL, representa uma aglomeração de empresas com a mesma especialização produtiva, que mantém vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si.

Durante o evento, o gestor da Seden, Alexandro de Castro Silva, destacou a importância da parceria com a UFT na realização do mapeamento dos APLs, com aplicação de metodologias cientificas e de recursos humanos altamente capacitados, podendo se revestir num estudo científico que sirva de base para ações a médio e longo prazos.

“O objetivo especifico desse projeto é identificar aonde se encontram esses arranjos produtivos, qual a abrangência deles e qual o nível e resultados que possuem. Nesse sentido, fazer um trabalho para incentivar e promover cada um dos APLs de forma conjunta, de modo que possamos usar o mapeamento para identificar ações com bons resultados econômicos para regiões, beneficiando produtores, além da identificação de empregos nessas localidades”, pontuou o secretário, ressaltando que, com base no mapeamento, será possível identificar detalhadamente todos os setores econômicos do Tocantins, o que permitirá mapear quais os setores que necessitam de mais incentivos e fomento.

Segundo o reitor da UFT, Marcio da Silveira, o mapeamento dos APls será desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa e Pós-Graduação da UFT, que desenvolve cursos de metrado e doutorado em desenvolvimento econômico regional.  A UFT conta com diversos trabalhos já publicados nessa área  no Estado, envolvendo arranjos produtivos locais no setor de turismo, cultura, na produção das ciências agrárias, pecuária, agricultura e meio ambiente.  

“A ideia central é usar a competência técnica e cientifica da universidade para colaborar nesse processo. O mundo contemporâneo não admite mais se fazer aventuras. Portanto, o projeto tem que ser muito bem planejado e construído com dados que sirvam de base para desenvolver o setor econômico do Estado”, considerou o reitor.

De acordo com dados do Observatório Brasileiro de APLS, o Tocantins possui 22 arranjos produtivos locais identificados, sendo nove cidades polos, com destaque para Palmas e Araguaína; e 14 setores produtivos, distribuídos entre agricultura, apicultura, economia criativa e artesanato.

Palestra

Após a assinatura do Termo de Cooperação Técnica, o coordenador geral de Programas Sub-Regionais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Ministério da Integração Nacional, Marcos Carvalho de Sant’Ana, ministrou  palestra sobre salas de integração dos APLS, onde foram apresentados temas como: reposicionamento estratégico do desenvolvimento regional,  mesorregiões e rotas de integração, estrutura de cadeias produtivas, estratégias de implementação, critérios de seleção de cadeias produtivas, pacto de metas, dentre outros.

Participaram do evento representantes da Seden, da Secretaria de Agricultura e Pecuária, Embrapa, pesquisadores e estudantes da UFT, Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura, além do Sebrae.

APLs

O modelo de organização da economia por meio dos APLs é uma estratégia de desenvolvimento econômico que está vinculada ao Plano Brasil Maior, do governo federal, sendo gerenciada, no Estado, pela Seden. A organização do evento é do Núcleo de Apoio aos APLs do Tocantins. O núcleo é um colegiado composto por 16 instituições, dentre elas, as instituições financeiras, de ensino, poder público, instituições de ciência e tecnologia, e representantes da classe empresarial.