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O vereador Milton Neris (PP) acusou durante a sessão da Câmara de Palmas nesta quinta-feira, 4, o prefeito da Capital, Carlos Amastha (PSB), de comprar lideranças políticas. Segundo o vereador, em áudio de um pré-candidato pelo PSD, disseminado nas redes sociais, é possível entender a cobrança por recebimento de dinheiro. “Que até aquele momento estava reclamando porque não tinha recebido seu dinheiro, acertado pelo secretário de governo Adir Gentil, acertado com o prefeito Carlos Amastha, ou seja, o prefeito Carlos Amastha comprando lideranças políticas para comprar a consciência do cidadão, do eleitor de Palmas”, afirmou Neris.

Milton Neris disse que denunciará ao Ministério Público, Cartório Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “Se isso não for caixa dois, se isso não for aliciar liderança, se isso não for passar por cima daquilo que os brasileiros foram as ruas dizer que não aceitava mais, eu não sei mais que nome nós temos que dar a isso”, disse o vereador Milton Neris.

O vereador Neris citou o nome do pré-candidato a vereador, ex-secretário da Integração Social e Defesa do Consumidor, Tiago Andrino. “O candidato do paço municipal, o senhor Tiago Andrino, desfila nessa cidade aonde boa parte das suas lideranças estão ganhando, e de onde está vindo esse dinheiro?!”, questionou Neris. Segundo o vereador, Tiago Andrino é o representante do prefeito Amastha. "Ele é o representante do prefeito em todos os atos. Recentemente houve 300 contratos de ASGs que estão espelhados na Prefeitura sob a tutela, com o objetivo claro de ser cabo eleitoral do senhor Tiago Andrino. O que está acontecendo aqui em Palmas é uma afronta a legislação eleitoral, uma afronta à democracia", frisou. 

De acordo com Milton Neris, a legislação é clara quanto a doação de pessoa física. Que deve ser submetido aos órgãos de fiscalização e prestar contas. “Eu não acredito que o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) vai fechar os olhos para isso. Eu não acredito que o Cartório Eleitoral vai fechar os olhos para isso. Abuso de poder econômico nesse momento, ainda numa pré-campanha em que as convenções ainda nem aconteceram é inadmissível”, disse.

O vereador disse  ainda que o dinheiro "certamente" não sai do bolso do prefeito Amastha ou do secretário de governo Adir Gentil. “Eu tenho certeza que esse dinheiro não está saindo do secretário Adir Gentil. Tenho certeza que esse dinheiro não está saindo do salário do prefeito Carlos Amastha, até porque a justiça trabalhista desse País tomou o seu salário para pagar dívidas. De onde está saindo esse dinheiro para pagar lideranças políticas em Palmas?! E não é só uma (liderança política), estou dando um exemplo”, salientou.