Cultura

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A Companhia Teatral do Rio de Janeiro participa do 4° Salão do Livro do Tocantins com 2 projetos distintos de pesquisa de linguagem cênica, o projeto Clássicos do Teatro, com uma interpretação contemporânea de Romeu e Julieta, de William Shakespeare, na tradução ortodoxa de Onestaldo de Pennafort e o Teatro de Rodas, investigação cênica para o teatro popular brasileiro, com a pré-estréia de Samba-lelê, espetáculo interativo.

Teatro de roda

O nome da companhia, é um gênero teatral interativo criado por Mariozinho Telles, em desenvolvimento desde 1983, conta com um repertório de peças escritas a partir de histórias, cantos e contos dos personagens da cultura popular brasileira (Samba-lelê, A Linda Rosa, Terezinha de Jesus, O Belo Rei, Samba Criola, dentre outras). A Linda Rosa, estreada no Circo Voador (RJ), foi levada ao grande público do Rio de Janeiro, Brasília e das capitais do Nordeste. As demais peças ainda permanecem inéditas embora tenham sido desenvolvidas com ensaios abertos em praças, escolas e comunidades.

Entrando na roda

O público pode, com a sua participação, até mudar o roteiro. Os princípios gerais do trabalho são vizinhos daqueles fixados pelo Teatro do Oprimido de Augusto Boal e pelo Tá Na Rua de Amir Haddad, ou até pelo Oficina-Uzyna-Uzona de José Celso Martinez Correa. Seu núcleo é a crença no valor de terapia social da arte, aquela história de que, burilando as sensibilidades, a arte melhora as pessoas e faz da vida uma coisa melhor. O teatro de roda sugere uma modalidade de jogo teatral que poderá ser empregado com sucesso em qualquer assunto para que os bancos escolares, como na Idade Média, ao menos exercitem com eficiência o jogo verbal de seus ocupantes.

Romeu e Julieta

Com uma abordagem contemporânea, despojada, com intenções coloquiais, poéticas e grandiloqüentes; ambienta na vida atual do Rio de Janeiro o conflito entre Montecchios e Capuletos, localiza seus personagens nas tribos e nos grupos da população desta cidade. O espetáculo enfoca os diferentes modos de tratamento dispensados às questões do amor e a violência como formas de expressão existencial, traz uma revisão histórica da interpretação usualmente dedicada à personagem Julieta Capuleto para resgatá-la como ícone libertário, da coerência, da integridade feminina e da dignidade humana.

Nos textos clássicos tanto se tem descoberto e interpretado quanto há por ser feito e inventado, à luz de cada época em que são revisitados e têm a sua mensagem consolidada através dos séculos, imprimindo, subsidiando e provocando a evolução do pensamento, o desenvolvimento humano. A atualidade encontrada na problemática de muitos dos seus enredos desafia o sentido da evolução de uma sociedade que celebra a sua era tecnológica.

Por: Redação

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