Economia

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A cesta básica na capital fechou o ano de 2010, com alta de 21%, se comparada aos últimos 12 meses, e 6%, se comparada a novembro de 2010, foi o que constatou o Conselho de Economia 25º região do Tocantins – CORECON-TO, através do Comitê de Pesquisa e Desenvolvimento da Variação da Cesta Básica da Capital – CBP. A última pesquisa do ano foi realizada na última semana de dezembro e divulgada ontem, 06/01.

Conforme dados da pesquisa em dezembro de 2010, a cesta custou R$ 200,54, sendo que em dezembro de 2009, o valor foi R$ 165,56, constado aí os referidos aumentos.

De acordo com o consultor de pesquisa do CORECON-TO, economista Claudiney Leal, nos últimos doze meses todos os produtos da cesta básica obtiveram aumento, com exceção da margarina que houve uma variação negativa de -7%, os demais produtos tiveram significativos aumentos: Feijão +71%; Leite +42%; Farinha +34%; Carne +33%; Açúcar +26%; Mandioca +21%; Banana +16%; Pão Francês e Café +11%; Tomate +9%; Arroz +6% e Óleo +2%.

Conforme o economista, o aumento se deve a diminuição do estoque regulador e ao período de entressafra, com isso acarreta aumento no custo para os comerciantes venderem seus produtos. “E só vai voltar à normalidade com a volta da nova safra, que irá ocorrer à partir de fevereiro”, destaca Claudiney.

O economista ainda lembra que este custo refere-se ao consumo de um indivíduo adulto em um mês. Já o custo para uma família (casal e duas crianças) no mês de dezembro de 2010 correspondeu ao valor de R$ 601,62, consumo capaz de atender às necessidades alimentares básicas.

De acordo com a Constituição Federal um salário mínimo fixado em lei deve atender as necessidades de uma família no que diz respeito a moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.

No Tocantins conforme a pesquisa, o valor que seria necessário para atender estas demandas preceituadas, deveria ser de R$ 1.684,74, ou seja, 3,30 vezes o valor do salário-mínimo vigente de R$ 510,00.

Segundo o CBP, o trabalhador que ganha um salário mínimo teve que cumprir uma jornada de 86 horas e 51min, em dezembro, para aquisição de uma cesta básica.

A última pesquisa CBP/CORECON 2010 completa uma série histórica de 65 edições, que foi iniciada em julho de 2005, e, é realizada sempre na última semana de cada mês, sendo utilizada por Instituições Particulares e Públicas para negociações de reposição de perdas salariais

Fonte: Assessoria de Imprensa/ Corecon

Por: Redação

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