Polí­tica

Foto: Divulgação Movimento começou na rede social Movimento começou na rede social

Um movimento que teve início nas redes sociais promete movimentar as eleições indiretas que serão realizadas dia 4 de maio pela Assembleia Legislativa. O idealizador foi o jornalista, Gilvan Noleto que fez um chamado para a sociedade se mobilizar em indignação com relação à renúncia do ex-governador Siqueira Campos e do ex-vice João Oliveira.

“Comecei com uma indignação minha com relação ao golpe. O vice jurava que não renunciaria e de repente renunciou. Temos que mostrar de forma clara que o tocantinense não concorda com essa manobra que foi feita”, disse. Ele frisou que a adesão tem sido espontânea ao movimento e que nos próximos dias o grupo deve lançar uma página na internet. “Através da página nós vamos chamar as pessoas”, disse.

Quando a Assembleia Legislativa publicar a resolução que vai regulamentar as regras do pleito o movimento pretende em protesto fazer uma fila de pretensos candidatos a governadores. “ Sei que só os partidos é que podem lançar os nomes mas nós vamos protestar”, disse.

O Movimento ganhou apoio do deputado estadual Marcelo Lelis que também chegou a sugerir que todos os partidos lancem candidatos ao governo em protesto ao que também chamou de golpe. Em entrevista ao Conexão Tocantins nesta quinta-feira, 10, Lelis disse que é a favor porque é necessário que outras vozes se juntem para fortalecer a indignação. "Mesmo que não seja oficial é importante de alguma maneira as pessoas irem para a Assembleia e se colocarem como candidatos", frisou. Ele sugeriu que as pessoas de fato lancem candidaturas simbólicas no pleito.

A sugestão de Lelis chegou a causar polêmica na Assembleia e o deputado da base do governo, Amélio Cayres chegou a ironizar: “ Que bela maneira de protestar colocando candidaturas. Se todo mundo for querer protestar teremos um milhão de governadores”, frisou.

Até o momento mais de seis políticos já anunciaram que pretendem ser candidatos: Paulo Mourão (PT), Marcelo Lelis (PV), José Augusto Pugliese (PMDB), Irajá Abreu (PSD), Nuir Junior (PMN) além do Pros que também estuda um nome para a disputa.