Polí­tica

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O deputado do PMDB, José Augusto Pugliese apresentou formalmente o pedido de retirada de seu nome do requerimento de abertura da CPI do Igeprev que deveria começar os trabalhos nesta quarta-feira, 21.  O deputado argumentou que  assinou a abertura da CPI em outubro de 2013 no entanto só agora a presidência tomou providências. “Vossa excelência está tomando as providencias para realização da mesma só agora. Entendo ser incompatível os trabalhos de uma CPI para apurar o maior desvio de dinheiro público no Tocantins no período eleitoral. Todos os deputados estarão em campanha e não terão tempo disponível para essa missão, apurar e mostrar para a sociedade os verdadeiros culpados pelo roubo do dinheiro público”, disse. O pedido vem após novas denuncias feitas na revista Veja de mais desvios no órgão.

Ele disse que a maioria dos membros da comissão é governista. “Não concordo que uma CPI proposta por uma maioria governista, possa efetivamente apurar o roubo já comprovado pelo próprio governo. Não tem nenhum sentido os deputados da situação fiscalizar o próprio governo, essa tarefa é da oposição”, disse.

Para o parlamentar a CPI deve ser aberta em outro momento mais oportuno. “Na certeza que o PMDB vai vencer as eleições, retiro minha assinatura para que a CPI não aconteça. Essa CPI poderá ser usada como salvo conduto pelos ex-gestores e ex-conselheiros que foram os responsáveis por tudo”, disse. Segundo o deputado apoiar a CPI nesse momento é o mesmo que o rato fiscalizando o paiol. “Não vou participar dessa farsa”, frisou. Pugliese disse que a CPI deve ser aberta em outro momento possivelmente na própria legislatura.

O deputado foi mais longe ainda e disse que a minoria da oposição vai privilegiar o governo.

O deputado Sargento Aragão (Pros), autor da CPI, pediu à assessoria da Casa de Leis para que informe se é possível retirar a assinatura após a abertura da Comissão. “ Uma vez lido não retira mais”, disse.  Ele recorreu à deputada do PT, Amália Santana. “Agora é a hora da deputada Amália Santana assinar que completa os oito do mesmo jeito. Precisamos da senhora, deputada Amália”, pediu á parlamentar.

O líder do governo, Carlão da Saneatins, aproveitou a discussão e pediu para sair também da CPI. "Vou protocolar pedindo a retirada de meu nome da CPI. Eu como líder não terei condições de participar", frisou.

Apelo

O deputado Eli |Borges fez um apelo para que Pugliese mantenha a  assinatura. “Um único gesto que quero pedir é que mantenha o seu nome. O senhor não vai se desgastar, quem está indicado é o deputado sargento Aragão. Não podemos matar uma CPI quando há um clamor nacional e estadual”, frisou. Borges insistiu e pediu várias vezes a Pugliese que não retire o nome. "Por favor, eu estou implorando deputado", chegou a dizer.