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Foto: Divulgação "O Tocantins para nós é de extrema importância", diz Luis Claudio

O porta voz do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), consórcio formado pelas empresas Nova Agri, Glecore, CGG Trading, Amaggi e Louis Dreyfus, no Porto de Itaqui, em São Luis/MA, Luiz Claudio Santos, falou com exclusividade ao Conexão Tocantins na tarde desta quinta-feira, 17, na capital maranhense, sobre as perspectivas para o Estado Tocantins com relação ao novo terminal de exportação. Ele conta na entrevista que o Estado é um dos que mais será beneficiado com a nova opção de escoamento da produção.

Na entrevista ele conta ainda que no próximo sábado, 19, será atracado o primeiro navio de exportação de farelo da Granol, de Porto Nacional. O representante do consórcio conta ainda que o Tegram pretende intermediar os investimentos em logística entre governo e produtores.

Confira abaixo a íntegra da entrevista.

CT - Qual a expectativa de vocês com relação ao Tocantins para a Operação do Tegram?

L.C - O Tocantins para nós é de extrema importância porque além de ser um Estado que está em fase de crescimento ele tem uma das vantagens que eu acho que é fundamental: tem dois moldais rodoviários importantes que é a rodovia e a ferrovia. E a VLI (empresa Valor Logística Integrada), por sua vez, que é concessionária da Ferrovia Norte Sul está investindo muito em grandes terminais no Tocantins. Então tenho dito para o produtor do Tocantins que ele invista, que ele aumente a área de produção no Tocantins, nós temos um porto hoje, temos a ferrovia e temos acesso a esse porto hoje com muita facilidade e com custo que vai ser baratado nos próximos anos, então o Tocantins é de extrema importância para o Tegram.

CT - A maioria do milho que vocês exportaram até agora foi do Tocantins, 35%. Dá para aumentar esse índice?

L.C - O milho tem sido uma agradável surpresa no Tocantins para a gente, tanto na área de safrinha, como na área normal. Temos apostado muito no Tocantins, tanto na soja como no milho, e, mais ainda, com uma fábrica lá inaugurada em Porto Nacional (TO) com a produção de farelo. No sábado dia 19 atraca o primeiro navio de farelo que será atracado aqui do porto da empresa Granol, lá de Porto (Nacional). Serão 45 mil toneladas de farelo.

CT - Em termos de investimentos logísticos o que já tem de concreto para o Tocantins?

L.C - Essa é uma estratégia das empresas individuais, mas a tendência desses 15 a 20 armazéns é em muito pouco tempo termos mais sete, oito armazéns construídos no Tocantins. Hoje temos (cidades) produtoras como Guaraí, Tupirama, Pedro Afonso, Santa Rosa, Gurupi (municípios do TO), o número de armazéns é insuficiente até pelo crescimento da própria região. O investimento de armazém, cada empresa tem sua estrutura e estratégia no interior. Temos uma ideia em investir nesses ativos porque eu não posso exportar os grãos num meio só, tenho que ter estrutura de logística.

CT - Na semana passada um grupo de sojicultores do Tocantins visitou o Terminal aqui no Maranhão, houve algum encaminhamento?

L.C - Foi importante a visita, repercutiu muito, queremos fazer novas visitas para outros produtores, o que foi importante é que conheceram a realidade que eles não tinham acesso, constatando o tamanho e importância de um projeto desse dá mais credibilidade para investir e crescer em novas áreas porque tem um porto aqui para ser utilizado e à disposição de quem produz no Estado.

CT - De que maneira a operação desse Porto pode ajudar neste momento de crise do País e do Tocantins?

L.C - O Tegram beneficia muito o Tocantins porque não tinha essa alternativa, antes era limitado, esse dois terminais da VLI estarão em operação em 2016 então o Tocantins será beneficiado porque teremos logística para isso. O Tocantins pode ser beneficiado pela disponibilidade dessa infraestrutura já em curto prazo para investir em novas áreas de produção o que é crucial, é uma saída neste momento de crise.

CT- E o governo do Estado, qual a parceria para esta logística e estrutura?

L.C - O governo do Tocantins é importante no sentido de apoiar os produtores, dar infraestrutura de estrada, energia, disponibilizar acesso. O governo do Tocantins tem que ser facilitado dessa gestão e infraestrutura para apoiar os produtores nessa logística. É preciso apoio do governo nesse sentido: acesso às estrada, a financiamentos. O governo tem consciência que precisa estar junto com o produtor. Temos um relacionamento muito bom com o governo, ele sabe  a importância desse projeto, o Tegram está aqui para ajudar e quer participar desse debate de melhorias.

CT- A ministra da Agricultura, Katia Abreu teve um papel importante neste processo de operação do Tegram?

L.C - A ministra é uma porta voz do nosso porto, ela conhece a importância e sabe da necessidade, desde o início que o projeto nasceu ela já olhava o Tegram com bons olhos e sabe da importância disso principalmente para o Tocantins.