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Foto: Frederick Borges Ferrovia Norte-Sul já está operando e facilita o escoamento da produção do Estado Ferrovia Norte-Sul já está operando e facilita o escoamento da produção do Estado

Desde que as primeiras máquinas começaram a atravessar o solo do recém-criado Tocantins, o Estado vem presenciando um desenvolvimento econômico pautado na atração de investimentos e na chegada de novas empresas que geram empregos e renda para a população. Da aposta em uma região remota a um Estado jovem, porém consolidado, o Tocantins firmou raízes nos últimos 25 anos, conquistou espaço, e desponta cada vez mais para um futuro promissor.

Prova disso é que o Estado vem registrando crescimento constante no Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o relatório socioeconômico 2013, divulgado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), o Tocantins vive um acréscimo de mais de 74% no acumulado da década, impulsionado pelo aquecimento no setor comercial e de serviços, aliado ao momento de estabilidade da economia brasileira nos últimos anos. Entre os dados socioeconômicos apresentados pelo governo do Estado, destaque para o comércio atacadista, com crescimento de 13,6% entre maio de 2012 e o mesmo mês de 2013, o terceiro maior do país.

No agronegócio, a soja é um dos principais produtos que impulsionam a balança comercial do Tocantins. Este ano, o Estado exportou US$ 74,2 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A soja representou cerca de 70% das exportações. Na sequência, aparece a produção de carne bovina, seguida pelo milho, couro, dentre outros.

Oportunidades

Desde a criação, o Tocantins se mostra receptivo a quem deseja investir e se tornou rapidamente um estado atrativo para pessoas em busca de oportunidades, muitas vezes negadas em mercados já saturados. Em um quarto de século, cidades cresceram, estradas foram abertas e visitantes de todas as partes do Brasil chegaram ao centro do país em busca de uma vida melhor.

Caso da empresária mineira Maria Margarida Teodoro de Barros, que no início dos anos 1990 chegou ao Tocantins com muita disposição e roupas na sacola para vender. Inicialmente, instalou-se no pequeno município de Colmeia, a 206 Km de Palmas, mas depois de conhecer a – ainda em construção – capital do Estado, convenceu o marido a se mudar para Palmas. Na cidade, em meio ao barulho das obras e à poeira levantada pelas máquinas, alugou uma casa e abriu uma pequena loja de roupas.

Desde que chegou ao Tocantins, Rosa (como é conhecida Maria Margarida) frisou que viu muita coisa mudar em mais de 20 anos. “O que me trouxe para cá foi a expectativa gerada por ser um Estado novo. Nós já imaginávamos que teria um grande desenvolvimento”, disse. Para ela, mesmo com muitas dificuldades enfrentadas no princípio, a perspectiva de futuro dava ânimo de permanecer. “No começo era muito difícil, o calor incomodava, a falta de estrutura, mas sabíamos que aquilo era passageiro”, lembrou.

De sacoleira a empresária, Rosa hoje tem uma loja de roupas bem sucedida na capital, e não deixa de investir no negócio. “O que sinto é que, com o crescimento, eu preciso me capacitar. O cenário vai mudando e exigindo ainda mais de você”, acrescentou, frisando que pretende ingressar em uma universidade.

Investimentos

Em 25 anos, o Tocantins cresceu, se desenvolveu e hoje prospecta novas conquistas. O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Massuia, lembrou que o grande entrave para a atração de novos investidores era a questão da infraestrutura. “Hoje nós temos quase sete mil quilômetros de rodovias asfaltadas, temos rede de energia elétrica consolidada. Temos condições de atrair mais empresas e dar estrutura. Antes você não podia ter indústrias, pois não tinha infraestrutura”, explicou.

De acordo com Massuia, a construção da Ferrovia Norte-Sul, do Ecoporto de Praia Norte e do terminal de cargas no aeroporto de Palmas, colocam a mais nova unidade da federação em uma posição privilegiada no setor de logística. “Até o final deste mandato, teremos oito distritos industriais estruturados no Estado. A Ferrovia Norte-Sul já está operando e no mês que vem faremos o primeiro carregamento-teste de manganês e minério de ferro”, destacou.

Aperfeiçoamento

Além disso, um gargalo para a geração de emprego e o desenvolvimento socioeconômico do Estado já está sendo trabalhado: a mão de obra. O titular da Sedecti destacou que as capacitações promovidas pelo Estado estão possibilitando futuro aos trabalhadores e mão de obra capacitada a empresas que se instalam no Estado. “Com os projetos que estão sendo implementados, estamos fornecendo insumos necessários à industrialização e ao avento do setor industrial”, complementou.

Ações como as pautadas no Programa de Crédito Educativo do Governo do Estado do Tocantins (Proeducar) e o no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) também têm recebido fortes investimentos para promover, além da capacitação de jovens, a cidadania à população do Tocantins. (ATN)