Polí­tica

Foto: SSP-GO Marco Antônio era o motorista da camionete que levou o dinheiro e suspeitos presos Marco Antônio era o motorista da camionete que levou o dinheiro e suspeitos presos

Marco Antônio Jayme Roriz, o motorista preso durante operação da Polícia Civil de Goiás na quinta-feira, 18, que apreendeu dinheiro e “santinhos” da coligação “A Experiência faz a Mudança” em um avião de empresário do Tocantins, revelou a rota usada para trazer ao Estado os R$ 504 mil sacados em uma agência da Caixa Econômica Federal de Piracanjuba (GO). As informações foram reveladas pela Polícia Civil de Goiás ao detalhar a apreensão dessa quantia e de quatro pessoas no aeroporto da cidade.

Goiano e economista por formação, Marco Antônio confirmou ao delegado Rilmo Braga Cruz Júnior que trabalha há um mês para o PMDB do Tocantins, em Palmas, e foi enviado a Goiânia, de avião, para apanhar uma caminhonete marca Toyota Hillux alugada pelo partido. O veículo foi retirado de um prédio ao lado do Hospital Lúcio Rabelo onde recebeu a chave do porteiro.

De posse do veículo, recebeu ordem de uma pessoa identificada por ele como um dos coordenadores da campanha da coligação, “Alex Câmara”, para apanhar Douglas Marcelo Alencar Schimitt no Hotel Atenas, em Goiânia, e o levar até o edifício Gilberto Salomão, em Brasília. No final da quarta-feira, retornou com Douglas para o mesmo hotel.

Na mesma tarde, em nova ligação, o coordenador Alex determinou que levasse Douglas e outra pessoa, Lucas Marinho Araújo, para Piracanjuba, onde apanhariam um avião para Palmas.

No depoimento, explicou que deixou Douglas e Lucas na agência da CEF em Piracanjuba às 13h30 e os apanhou por volta das 15 horas para levá-los à pista de pouso da cidade, seguindo as orientações de Lucas Marinho, que morou na cidade até 2009.

Detido dentro da Hillux, Marco afirmou que após a dupla descer, permaneceu no carro porque deveria retornar para Goiânia e esta seria a primeira viagem com Douglas e Lucas.

Laranja

Lucas, segundo divulgou a imprensa goiana, é laranja titular da conta da CEF na qual a polícia identificou depósito de R$ 1,5 milhão. Desse valor, a imprensa revelou que R$ 400 mil foram transferidos para duas empresas ligadas a Douglas. Para a conta da Triple Construtora foram R$ 400 mil, mais R$ 288 mil para outra pessoa identificada como Jorge Schineder e R$ 310 mil para uma pessoa identificada como “Laís”, que seria namorada de Douglas.

Segundo a imprensa, Lucas confirmou ter estagiado na empresa de Douglas e, pela relação de amizade, emprestou a conta para a transação bancária na qual foi lavada a quantia de R$ 1,5 milhão.