Estado

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Os desdobramentos da investigação da Operação Pronto Socorro continuam nesta quinta-feira, 11, e o Ministério Público Federal deve ingressar ainda esta semana com novas ações contra o Estado, questionando problemas na saúde, dentre eles, a compra de medicamentos e outros impasses. Com base na auditoria feita mês passado pelo Denasus, o MPF investiga outros contratos com Estado e também valores de pagamento da UTI aérea e ainda dos leitos hospitalares.

A Polícia Federal avalia o material apreendido na investigação de suposto fraude em licitações na pasta e prepara a conclusão do relatório da Operação para encaminhar á Justiça.

Dos presos na Operação, o empresário Samuel Brito Neto, da empresa Brito e Ribeiro, pagou 100 salários mínimos e foi solto. Permanecem presos ainda, quatro envolvidos na Operação sendo que a ex-secretária de Saúde Vanda Paiva foi transferida ainda na noite de ontem para o Quartel do Comando Geral – QCG pela falta de uma cela especial para portadores de diplomas. Maria Lenice Freire também está no QCG.

Já o atual secretário-executivo da pasta, José Gastão de Almada Neder já está no QCG. Sua transferência foi autorizada em razão de ser advogado e também porque os presos reagiram negativamente á sua presença na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP). Gastão já chegou a ficar meses à frente da pasta no ano de 2012.

Também alvo de mandado de prisão, o diretor do Departamento de Apoio à Gestão Hospitalar, Luiz Renato Pedra Sá, é considerado foragido pela Polícia Federal mas deve se entregar ainda hoje para ser ouvido, segundo informou seu advogado.

O advogado de Vanda, Edimilson Domingos de Sousa Júnior aguarda a análise do pedido de habeas corpus e de redução da fiança estipulada em mais de R$ 1 mi.

Defesa

Nesta quarta-feira, 10, os deputados estaduais Osíres Damaso (Democratas) e José Bonifácio (PR) saíram na defesa de Vanda Paiva. Damaso chegou a dizer que entregaria sua vida nas mãos de Vanda e Bonifácio apontou “pirotecnia” e exagero no valor da fiança.