Polí­tica

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O empresário Douglas Marcelo Alencar Schimitt envolvido na polêmica apreensão de um avião e mais de R$ 500 mil reais que seriam para cobrir custos da campanha do candidato ao Governo do Tocantins Marcelo Miranda (PMDB) mantêm com suas empresas relação com o ex-secretário estadual de infraestrutura José Edmar Brito Miranda há décadas, quando o ex-gestor e pai do ex-governador Marcelo Miranda contratou as empresas de Schmitt para obras nas duas gestões do ex-governador e candidato. A contratação de Douglas por Brito Miranda ocorreu por meio das construtoras Mediterrâneo Ltda, Terra Norte e Via Dragados S/A, nas quais é sócio proprietário. Por obras empreitadas por Brito Miranda, as empresas de Douglas receberam R$ 2,7 milhões em 2006 e R$ 432 mil em 2008.

Um dos contratos mais antigos de Douglas com a pasta comandada por Brito Miranda foi firmado em 2002, mas com execução das obras se iniciando em 2 de maio de 2005. O Dertins repassou para a Via Dragados S/A as obras de asfaltamento da rodovia que liga Aparecida do Rio Negro a Goiatins em um trecho de 68,34 quilômetros.

Em 2013, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) julgou esse contrato ilegal por ter sido apostilado em mais de R$ 650,5 mil. Pelo erro, Brito Miranda foi multado pelo TCE que lhe imputou débito de mais de R$ 65 mil.

Outra obra foi a restauração do asfalto da Rodovia TO-225 (Nova Rosalândia a Cristalândia) feita no contrato nº 157, assinado por Douglas e Brito Miranda em novembro de 2005. O extinto Departamento de Estradas e Rodagens do Tocantins (Dertins), comandado por Brito Miranda, pagou R$ 2.776.454,25 para a Construtora Terra Norte Ltda recuperar os 31,6 quilômetros do trecho.

No ano seguinte, o contrato recebeu o primeiro termo aditivo (prorrogação do contrato), firmado por Brito e Douglas para readequar as planilhas e incluir preços novos. O aditivo foi firmado em 19 de setembro de 2006, durante a campanha eleitoral daquele ano, quando o filho de Brito Miranda disputava a reeleição.

Três anos depois, em 8 de maio de 2008, Brito Miranda assinou um apostilamento (documento para destinar mais recursos) do contrato. A obra, portanto, foi paga duas vezes, com recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) para a conclusão dos serviços.

Confira aqui tudo que foi publicado sobre a apreensão do avião e do dinheiro.