Educação

Foto: Divulgação Comissão da greve dos professores em reunião com os vereadores de Palmas Comissão da greve dos professores em reunião com os vereadores de Palmas

Os professores de Palmas decidiram manter a greve da categoria em assembleia na manhã desta terça-feira, 13, no Rancho Bahia. Segundo informou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Palmas (Sintet), Joelson Pereira, cerca de 1100 educadores foram unanimes em continuar com a greve.

A Justiça, através da desembargadora Jaqueline Adorno, decidiu pelo fim da paralisação dos professores sob pena de multa diária e corte de ponto. O Sindicato alega que veio receber a notificação na manhã de hoje. 

Joelson disse que Palmas não está aberta ao diálogo e a categoria irá obrigar através de atos, a Prefeitura a abrir a mesa de negociações. 

A comissão da greve esteve na Câmara de Palmas em reunião com os vereadores. Os educadores cobraram a abertura do diálogo com a gestão uma vez que, segundo relataram representantes do Sintet, a Secretaria Municipal de Educação fechou o canal de negociações com a categoria.

Como encaminhamento prático da reunião, os vereadores ficaram de reunir-se com a gestão municipal para ouvir o ponto de vista do Executivo, solicitando ao Sintet o prazo até a próxima quinta-feira,15, para apresentar um posicionamento aos professores.

Parlamentares e educadores voltam a reunirem-se logo mais, às 17h, na Câmara Municipal de Palmas. O presidente do Sintet em Palmas, Joelson Pereira, afirmou ao Conexão Tocantins que ainda estão na Câmara cerca de 300 educadores. "Iremos consultar a categoria no final da tarde para avaliar a permanência ou não no local. Dissemos aos vereadores que não iremos atrapalhar os trabalhos da Casa. Estamos aqui de forma organizada, afirmou. 

Ainda de acordo com Joelson, os vereadores fizeram o compromisso de fazer interlocução direta com o prefeito Carlos Amastha. "A categoria decidiu que não sentará com secretário porque ele não tem credibilidade", disse. 

Greve na Educação de Palmas

Os professores da rede municipal de ensino de Palmas aprovaram indicativo de greve no dia 29 de agosto, em busca de um posicionamento da Prefeitura de Palmas em relação às dificuldades encontradas pela categoria. Já no dia 30, os educadores avaliaram uma proposta de negociação da Prefeitura de Palmas, e decidiram deflagrar greve por tempo indeterminado. 

A desembargadora Jaqueline Adorno determinou o fim da greve e a categoria persiste. Cerca de 1.200 profissionais da Educação de Palmas, após a decisão da desembargadora, realizaram manifesto na TO -050. 

Os educadores dizem sofrer constrangimentos e ameaças por parte do prefeito de Palmas, Carlos Amastha e do secretário da pasta, Danilo de Melo Souza. O Sintet já chegou a convidar a sociedade palmense para ato na abertura dos Jogos Indígenas. 

Reivindicações apresentadas 

1 - Não aceitação de imposição da data para reposição do dia 29 de Agosto (A comunidade escolar deve decidir e não apenas a "equipe diretiva");

2 - Climatização das salas da U.E;

3 - Retirada do PL/25(Descaracteriza o PCCR);

4 - Revogação do Projeto do "Salas Integradas";

5 - Cumprimento integral do PCCR (Eleições para Diretores(as) Escolares; Pagamento das progressões e titularidades e o Fim da Meritocracia);

6 - 30% do Orçamento para Educação;

7 - Reajuste a partir do custo Aluno;

8 - Revisão da Modulação;

9 - Pagamento do 1/3 de férias. (Matéria atualizada às 14h50min)