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Palmas

Foto: Web

Neste ano foram registrados cerca de quatro acidentes envolvendo motoristas de ônibus de transporte coletivo da capital e pedestres. Nesta terça-feira, 8, Cleonilton Custodio da Silva, que é portador de necessidade especial, foi atropelado por um ônibus da empresa Expresso na Avenida Teotônio Segurado.

O acidente chamou a atenção de vários pedestres e até passageiros do ônibus manifestaram revolta com a conduta do motorista. Silva, que não tem a perna direita, teve fratura exposta e foi encaminhado para o Hospital Geral de Palmas onde permanece internado após ter passado por uma cirurgia ontem.

Procurado pelo Conexão Tocantins para comentar o assunto, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Palmas – Seturb e diretor-presidente da Expresso Miracema, José Antônio dos Santos, mais conhecido como Toninho da Miracema frisou que o atropelamento foi provocado por Custódio que segundo ele atravessou quando o sinal estava aberto. “Não foi um acidente e sim um atropelamento”, salientou.

Questionado sobre os outros acidentes envolvendo ônibus este ano o presidente frisou que os números são insignificantes. “São poucos acidentes em razão do volume de passageiros que carregamos todos os dias. São 80 mil passageiros”, disse.Segundo Toninho a mídia mostra os acidentes apenas por falta de matéria. Os veículos da empresa trafegam cerca de 60 mil quilomentros por dia, segundo Toninho.

O presidente saiu em defesa dos motoristas da empresa. “Nossos motoristas são treinados e passam por curso de capacitação”, afirmou. Segundo Toninho nem todos os acidentes são provocados pelos motoristas. “Outro acidente que teve este ano por exemplo foi uma mulher que atravessou de bicicleta com o sinal aberto. Nem todos os acidentes os motoristas tem culpa”, pontuou.

Muitos passageiros apontam que os motoristas andam em alta velocidade principalmente nas rotatórias o que estaria ocasionando maioria dos acidentes mas o presidente negou a informação. “Todas as linhas tem tempo suficiente para fazer o trajeto. Não se pode generalizar”, disse.

Os motoristas envolvidos em acidentes são encaminhados para cursos de reciclagem para depois retornarem á função. “Estamos dentro de uma profissão de risco, lutando para que estes acidentes não aconteçam mais”, frisou.