Saúde

Foto: Nielcem Fernandes

A Secretaria Estadual da Saúde (Ses) está com uma dívida de mais de R$ 138 milhões. Foi o que revelou o atual secretário da pasta, Renato Jayme em entrevista à imprensa na manhã desta segunda-feira, 30.

Há dez dias à frente da pasta, o gestor disse que os primeiros dias de gestão foram dedicados a traçar um diagnóstico da saúde em todo o estado. Uma das constatações foi essa dívida milionária que o Estado tem com fornecedores de materiais hospitalares e de consumo. “Encontramos a saúde em um estado preocupante, com sérios problemas principalmente na área de abastecimento e fornecimento da rede hospitalar”, mencionou Jayme.

O levantamento realizado pela equipe da SES demonstrou que o ano que apresentou mais gastos foi 2017 com um montante de R$ 49.936.615,540 de despesas.

Segundo o secretário, a falta de prioridade na gestão ocasionou a crise na Saúde. O orçamento de R$ 437 milhões sofreu cortes nos últimos anos restando apenas cerca de R$ 153 milhões para a pasta.

Municípios

A saúde tem dívida também com os municípios. Cerca de R$ 13 milhões deixaram de ser repassados para as prefeituras, dinheiro que seria investido na rede pública de saúde de cada município.

Renato Jayme disse que a falta de repasses para as prefeituras acarreta ainda mais problemas para o estado, já que, segundo ele, sem capacidade de receber os pacientes no acolhimento básico, as prefeituras acabam os enviando para os hospitais da rede estadual.

Gastos com pessoal

O secretário destacou ainda os recentes cortes realizados na folha de pagamento da pasta, o que ele chamou de “readequação de recursos humanos”. Cerca de 10% dos servidores contratados lotados na pasta foram exonerados.

De acordo com o secretário, os servidores exonerados era pessoal excedente. “Aquele profissional que não trabalha e não tem compromisso, a gente não precisa dele”, mencionou.

O gestor citou o caso de um hospital no interior do estado que tinha 18 motoristas para 2 ambulâncias. Jaime não descartou no entanto a necessidade de contratar novos servidores para trabalhar nos hospitais.

Empréstimo

A equipe de gestão da SES apresentou ainda recursos que serão destinados para construção, reforma e conclusão de obras de hospitais públicos do estado.

Estes recursos virão do empréstimo de R$ 400 milhões que o governo pleiteia junto à Caixa Econômica Federal.

Os valores serão divididos em R$ 50 milhões para conclusão da reforma do HGP;  R$ 50 milhões para a construção do novo hospital de Araguaína; e R$ 5 milhões para a conclusão do hospital de Augustinópolis.

Por: Adenauer Cunha

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