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Economia

A confiança do empresariado palmense não é nada animadora. É o que revela a pesquisa que mede o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de novembro em Palmas, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Fecomércio Tocantins. Uma queda de 6,1 pontos foi registrada entre outubro, quando esse índice estava em 85,3 pontos e novembro, que recuou para 79,2 pontos. No comparativo com o mesmo período do ano passado, a redução foi de 36,8 pontos, pois em novembro de 2014 essa confiança estava em 116 pontos.

Segundo o presidente da Fecomércio Tocantins, Itelvino Pisoni, os empresários da Capital continuam inseguros diante dessas crises na economia nacional e na política. “Mesmo com o fim de ano se aproximando, ocasião propícia para as boas e tão esperadas vendas natalinas, nossos empresários estão revelando suas preocupações com a economia do País”, destacou Pisoni.

A cena é mesmo preocupante porque 100% dos empresários afirmaram que a condição atual da economia brasileira é pessimista, somados os que responderam que este cenário piorou pouco e que piorou muito. E 88,8% responderam que a condição atual do setor do comércio está pior. O mesmo valendo para a situação atual da empresa, quando 69,6% comprovaram a sua negatividade.

Até a expectativa sobre a economia brasileira que, até então vinha sendo positiva, em novembro também diminuiu. Do empresariado palmense, a maioria, ou seja, 54,4% se diz pessimista.

O otimismo só aparece mesmo em três quesitos: quanto à expectativa para o comércio, quando 66,4% afirmaram que esta melhorou; com relação à expectativa da empresa, positivada por 82,2%; e a situação atual do estoque, apontada por apenas 22,2% dos entrevistados como abaixo do adequado.

Mas o pessimismo volta quanto à expectativa de contratação de funcionários, já que 75% acreditam na redução desse quadro. E quanto ao nível de investimento da empresa, quando 69,3% disseram que este será menor.

O ICEC atua como um indicador antecedente de vendas do comércio, do ponto de vista dos empresários do comércio de Palmas. Nele, são analisados os seguintes itens: condição atual da economia brasileira; condição atual do setor; condição atual da empresa; expectativa para a economia brasileira; expectativa para o comércio; expectativa da empresa; expectativa de contratação de funcionários; nível de investimento da empresa; e situação atual dos estoques. A pesquisa de novembro foi realizada com 120 empresários da Capital, nos últimos 10 dias do mês de outubro deste ano e os números aqui destacados são um recorte do índice geral, ou seja, envolveu as empresas que possuem até 50 funcionários e as com mais de 50 empregados.