Saúde

Foto: Valdo França Nesta sexta-feira ocorreu a Oficina do Protocolo de Acolhimento e Classificação de Risco Pediátrico Nesta sexta-feira ocorreu a Oficina do Protocolo de Acolhimento e Classificação de Risco Pediátrico

Com objetivo de implementar um Protocolo Único de Classificação de Risco que estabeleça a mesma linguagem na Rede de Atenção à Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde, com o apoio do Ministério da Saúde, realizou no Hospital Geral de Palmas (HGP) a Oficina do Protocolo Único de Acolhimento e Classificação de Risco. A iniciativa contou com equipe multiprofissional do HGP incluindo médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da recepção e profissionais das Unidades de Pronto Atendimento da Capital.

De acordo com a apoiadora do Ministério da Saúde, Marilene Wagner, existem diferentes protocolos de classificação de risco e acolhimento e a oficina buscou discutir um protocolo único, além do alinhamento da linguagem para todo o Estado do Tocantins. “Um dos objetivos do protocolo é identificar quais são as competências de cada ponto na Rede de Atenção à Saúde. Ou seja, é uma ferramenta que vida discutir a reorganização dos processos de trabalho para atendimento de acordo com o grau de risco do paciente. O que o paciente mais deseja é ser bem atendido e resolver o seu problema, e é isso que temos que fazer”, concluiu.

O assessor da Humanização da Secretaria de Estado da Saúde, Jamison Pereira, explicou que a implantação do Protocolo de Classificação de Risco faz parte de um conjunto de ações planejadas pelo Colegiado Estadual de Acolhimento e Classificação de Risco. “Entendemos que a diretriz acolhimento em redes é maior do que a ferramenta da classificação de risco. O grupo foi constituído há um ano e na primeira fase de atuação tratou do Protocolo Estadual de Classificação de Risco. O HGP é o primeiro hospital a realizar a oficina para discussão deste protocolo, porque percebemos que as unidades utilizavam protocolos distintos. A primeira fase foi a construção do protocolo e agora nesta segunda fase o colegiado está se organizando para realizar a implementação destas ações", ressaltou.

O assessor ainda destacou que a oficina contou com a participação de profissionais que atuam no HGP e nas Unidades de Pronto Atendimento de Palmas no intuito de estabelecer aproximação e diálogo com a Rede de Atenção à Saúde. “Por mais que o instrumento seja diferente em cada unidade, a linguagem tem que ser a mesma”, reforça Jamison.

A médica Viviane Pires destacou que o curso é muito relevante para os profissionais. “O HGP é um hospital de referência do Estado e deve começar aqui o processo de triagem e classificação de risco, sendo o piloto para outros hospitais. Iremos aprender muito para poder repassar as informações”, afirmou.

Para a enfermeira do Pronto Atendimento Norte de Palmas, Veranilce Rodrigues, o protocolo vai ter um ganho muito grande na conduta, porque será uniforme e todos os profissionais de saúde vão falar a mesma linguagem. “Será muito bom para o paciente e para nós profissionais”, disse.

Segundo o diretor geral do HGP, Daniel Hiramatsu, o Protocolo Único fará a diferença. “Nós possuímos uma grande demanda de pacientes de todo o Estado do Tocantins e estados vizinhos, e poder contar com um Protocolo Único nos fortalece no sentido de oferecer um melhor atendimento ao paciente que busca o HGP, como também auxilia na atuação dos profissionais”, destacou.

Nesta sexta-feira, 31, também ocorreu a Oficina do Protocolo de Acolhimento e Classificação de Risco Pediátrico que reuniu médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, psicólogos, serviço social e profissionais da recepção na Escola Técnica do Sus. (Ascom Sesau)