O deputado federal, Carlos Henrique Gaguim (PTN/TO), em pronunciamento no Plenário da Câmara dos Deputados, nessa quinta-feira, 4, voltou a conclamar pela necessidade do remanejamento da verba do Bus Rapid Transit (BRT) em Palmas/TO, para a construção de casas populares na capital. "Tem ali R$ 250 milhões na Caixa Econômica Federal que é para a construção do BRT, que o povo de Palmas não quer o BRT, que é inviável para a nossa cidade, superestimado, para uma população de quase 600 mil pessoas sendo que Palmas tem 300 mil", afirmou.
Gaguim disse que "a população de Palmas quer casas populares". O deputado relembrou requerimento de sua autoria que solicita o remanejamento da verba do BRT para a construção de casas populares na capital. “Ontem eu vi uma matéria jornalística em que a Prefeitura de Palmas convocava via portaria cerca de 30 mil famílias inscritas no programa “Minha Casa Minha Vida” para a atualização de dados cadastrais, dando a entender que em breve estas famílias seriam contempladas. O que eu não entendo é da onde que vão sair estas casas, já que este programa está quase parado para este ano? A região Norte terá ao todo a disponibilidade de apenas 7.125 mil casas", afirmou.
O parlamentar vem conversando com o ministro das cidades, Bruno Araújo, com o presidente da Caixa Econômica federal, Gilberto Occhi, e também, com o presidente, Michel Temer, para que o projeto BRT possa ser redimensionado de modo que atenda a necessidade da capital sem que gere endividamento para a Prefeitura de Palmas.
Gaguim disse que o prefeito Carlos Amastha não precisa inventar. "Prefeito, o senhor não precisa inventar! É só o senhor pegar o cadastro de três mil famílias que já está pronto e use o dinheiro do BRT para cumprir as promessas que foram feitas. As casas feitas até agora foram as conseguidas por meio de emendas parlamentares, aqui, de Brasília. É sua obrigação senhor prefeito. Casas populares ao invés desse BRT", frisou Gaguim.
País
Segundo o deputado, as metas de contratações para 2017 são de 100 mil unidades habitacionais, sendo 80 mil distribuídas de acordo com o déficit habitacional urbano, apurado pela Fundação João Pinheiro do Governo do Estado de Minas Gerais, considerando os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e 20 mil destinadas ao atendimento de situação de calamidades e emergências e aos reassentamentos decorrentes das obras do PAC.
Região | Nº de Unidades Habitacionais |
Norte | 7.125 |
Nordeste | 21.985 |
Sudeste | 35.680 |
Sul | 8.545 |
Centro-Oeste | 6.665 |
Nacional (Calamidades e Emergências e Vinculadas PAC) | 20.000 |