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Foto: Delfino Miranda

O Brasil recebeu o reconhecimento internacional de livre da aftosa com vacinação, nesse domingo, 20, durante a 86ª Sessão da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que ocorreu em Paris. Para o Tocantins, que está engajado na luta é uma conquista que chancela a qualidade da carne e a eficácia da preservação da sanidade dos animais. O Estado ocupa o 11º lugar no ranking nacional com 8,7 milhões de bovídeos (bovinos e bubalinos) e está há 21 anos sem foco da doença.

“A conquista é um grande passo em direção à retirada da vacinação em todo o país, já estamos executando as medidas previstas no Plano Nacional do Ministério da Agricultura, para que em 2021 se inicie a retirada gradual da vacinação”, analisa o presidente da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Alberto Mendes da Rocha, acrescentando que a implementação das ações resultará no fortalecimento da economia, gerada pela abertura de novos mercados e o fomento da produção agropecuária.

As estratégias para colaborar com esse resultado já começaram no Tocantins. “O recadastramento de propriedades rurais está em andamento, intensificamos o controle de trânsito, mantemos os altos índices vacinais, controlamos os estoques de vacinas, além de atuarmos com agilidade nas notificações de doenças vesiculares”, destaca o responsável pelo Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, João Eduardo Pinto Pires.

O certificado internacional de zona livre de febre aftosa com vacinação abrangeu os estados do Amapá, Roraima, partes do Amazonas e Pará, que eram os que faltavam para que o Brasil alcançasse toda a extensão territorial livre da febre Aftosa com vacinação.

De acordo com o Ministério da Agricultura, a partir de maio de 2019, o Acre e Rondônia, além de municípios do Amazonas e Mato Grosso, iniciam a suspensão da vacinação. A previsão é que os produtores parem de vacinar o rebanho após maio de 2021, e o País inteiro seja reconhecido pela OIE como País livre de aftosa sem vacinação até maio de 2023.

Atualmente o Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo, somando 218,7 milhões de cabeças de bovinos e búfalos. É também o maior exportador de carne com vendas para mais de 140 países. (Fonte: Mapa)