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Foto: Adenauer Cunha

O Gabinete Estadual de Enfrentamento da Crise do governo interino do Estado do Tocantins convocou uma entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, 29, para comunicar que o gabinete elaborou um plano estratégico para resolver o problema de desabastecimento de combustíveis, alimentos e produtos de primeira necessidade para a população, como insumos hospitalares.

O secretário-chefe da Casa Civil, Rolf Vidal, disse que o enfrentamento da crise no Tocantins é contrário ao que foi determinado em primeiro momento a nível federal, quando a ordem era o uso de força policial e do Exército para desobstruir estradas e liberar a passagem dos caminhões.

“Nossa atuação não tem um cunho de enfrentamento ao movimento legítimo que acontece no Estado e no País. Essa escolta é direcionada a cargas prioritárias e que garantam o abastecimento da população. Ela é precedida de uma negociação prévia e de informação aos manifestantes do quê está sendo escoltado”, esclareceu o secretário.

Dentro do Gabinete de Enfrentamento da Crise o governo criou uma central de escoltas coordenada pela Polícia Militar para garantir a segurança dos caminhões que transportem produtos considerados prioritários. De acordo com o comandante da PM, coronel Jaizon Veras Barbosa, são consideradas cargas prioritárias materiais hospitalares, como oxigênio e medicamentos, além de gás de cozinha, alimentos, cargas vivas e combustíveis.

Ainda de acordo com coronel Jaizon as escoltas são feitas pelos gestores municipais. “A central de escoltas recebe as solicitações dos municípios, nós analisamos e identificamos quais são as cargas de primeira necessidade que vão precisar de escolta”, afirmou.

Em nota à imprensa, enviada após a realização da coletiva, a PM reforçou que o abastecimento dos postos de combustíveis está sendo feito de forma gradativa e que as Forças de Segurança já estão a postos para garantir o reabastecimento.

Além da PM, a central de escoltas conta ainda com o apoio da Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Exército. Em um comunicado oficial o 22º Batalhão de Infantaria do Exército no Tocantins informou que até o dia 4 de junho irá atuar em conjunto com os órgãos de segurança para desobstruir as estradas, se for o caso, e liberar cargas essenciais que encontram-se paradas nos pontos de concentração de manifestações. Inicialmente, será dada prioridade às cargas de combustíveis, gás, oxigênio utilizado em hospitais e medicamentos.

O  Exército informou ainda que poderá agir independentemente de ordem judicial, por meio de negociação com os caminhoneiros paralisados.

Combustíveis

Sem gasolina desde a última sexta-feira, 25, os postos de Palmas começam a ser reabastecidos nesta terça com a chegada de 25 caminhões-tanques escoltados pelas polícias e Exército.

O Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins (Sindiposto) informou que ainda está estudando a forma como a distribuição dos combustíveis será feita nos postos da capital.

Durante a entrevista coletiva desta terça, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Reginaldo Leandro da Silva, disse que está proibido o abastecimento de combustível em galões ou reservatórios que não sejam o tanque dos próprios carros. A medida é para evitar a falta de combustíveis e também por questões de segurança, já que este tipo de transporte pode ser arriscado.

A fiscalização, segundo o coronel, será feita pela Defesa Civil e Polícia Militar. Os postos que infringirem a regra poderão sofrer sanções administrativas e penais.