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Foto: Divulgação Greve completa nove dias nesta terça Greve completa nove dias nesta terça

O Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins (Sindiposto) voltou a afirmar nesta terça-feira, 29, que a situação frente à falta de combustíveis no Estado permanece a mesma. A estimativa do Sindicato é de que mais de 90% do Tocantins esteja desabastecido. Em Palmas falta combustível em todos os 54 postos da cidade desde a última sexta-feira, 25, e não há previsão para normalização da situação.

Ainda de acordo com o Sindiposto, não há nenhuma informação oficial em relação a escolta dos caminhões-tanques. Segundo o sindicato, não há segurança para que os caminhões possam buscar o combustível. O sindicato disse ainda que está aguardando uma solução das autoridades responsáveis para restaurar a normalidade dos carregamentos.

Nesta última segunda-feira, governadores da região central do Brasil - a qual o Tocantins faz parte, por afinidades sócio-econômicas - estiveram reunidos com o Exército e a Petrobrás para discutir medidas de enfrentamento da crise, como o uso das polícias para desobstruir estradas, viabilizando a passagem de caminhões para reabastecer as cidades.

O governador interino Mauro Carlesse não compareceu ao encontro. Questionado por sua inércia, Carlesse se manifestou por meio de sua assessoria nesta terça e disse que determinou há dois dias que a Polícia Militar faça a escolta de caminhões que estão carregados de combustíveis e outros produtos para abastecer as cidades que possuem hospitais e que tenham maior demanda na área de segurança. Entretanto, segundo a nota, o trabalho será feito de forma escalonada por causa do limitado número de efetivo policial.

O governador interino diz que não é possível atender a todas as cidades ao mesmo tempo e que determinou que a polícia priorize as escoltas nas cidades onde o problema é mais urgente, sem detalhar quais cidades seriam estas.

“Estamos atentos à situação e a temos buscado uma solução desde o início. Mas agora, em primeiro lugar, temos que pensar no abastecimento das nossas cidades, temos que preservar vidas, temos que manter a segurança e pensar na alimentação das crianças nas escolas. Por isso, já determinei que a Polícia Militar dê a segurança necessária para o deslocamento desses caminhões para essas cidades. Infelizmente não temos efetivo para atender todas as cidades ao mesmo tempo”, disse Carlesse.

A greve dos caminhoneiros completa nove dias nesta terça-feira, 29, e o Tocantins já enfrenta problemas com abastecimento de combustíveis e alimentos, além dos impactos na prestação dos mais diversos serviços, como transporte público, suspensão de aulas em escolas e faculdades, alteração nos horários de atendimento em órgãos públicos e queda no movimento do comércio.

Até o momento não há informações de alteração na manifestação dos caminhoneiros no Tocantins que permanecem parados em pelo menos 13 pontos de rodovias federais e estaduais no estado.

Reunião com o Sindicato

Mauro Carlesse tinha uma reunião agendada com o Sindicato dos Caminhoneiros do Estado do Tocantins para esta terça-feira, 29, às 9h30, mas na noite desta última segunda-feira, o sindicato teria pedido para que a reunião fosse desmarcada.

Na última semana, Mauro Carlesse consultou aos demais poderes e órgãos de controle sobre a possibilidade de o Estado reduzir a base de cálculo dos combustíveis em 12%, numa clara sinalização que o Governo do Estado estava disposto a ajudar na solução para a greve, mas, que depende principalmente, de uma ação prática e emergencial do Governo Federal.

Mauro Carlesse já deixou claro que apoia a reivindicação dos caminhoneiros e que não utilizará a força policial para desobstruir rodovias. No entanto, o Governador entende que a população não pode ficar desabastecida em suas necessidades.