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Foto: Divulgação Ex-presidente do TJTO, Willamara Leila Ex-presidente do TJTO, Willamara Leila

Em entrevista concedida ao jornalista Teo Cury do jornal O Estado de S. Paulo, a desembargadora e ex-presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, Willamara Leila, disse que vive enclausurada após sua condenação e que preferiria não receber nada e ser declarada inocente das acusações que pesam contra ela.

No início da entrevista o jornalista questiona Willamara sobre a condenação por venda de sentenças no TJTO. A desembargadora foi aposentada compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2012 e condenada pela justiça a 5 anos e 10 meses de prisão em regime semiaberto por peculato e porte ilegal de arma em 2015. Em maio deste ano o próprio TJ reduziu a pena para 2 anos e 8 meses e declarou extinta a punição.

Ao responder, a desembargadora disse que a aposentadoria compulsória não é um prêmio, mas um castigo, pois gostaria de trabalhar para fazer jus ao que recebe, pois tem condições físicas para isso. “Preferiria não receber nada e ter as provas contra mim analisadas e, depois, absolvida, do que receber o que recebo”, diz.

Mais adiante a desembargadora fala sobre política infiltrada na justiça tocantinense. Segundo ela, sua prisão foi um ato político em razão do trabalho que vinha desenvolvendo à frente do TJTO quando era presidente. As construções e entregas de fóruns durante sua gestão teriam, segundo ela, lhe dado muita visibilidade que foi encarada por alguns políticos como uma tentativa de candidatar-se a algum cargo eletivo.

Willamara diz ainda que vive em uma pseudo prisão e que a falta de celeridade para que seu caso fosse julgado lhe trouxe mais prejuízos que vantagens. “Minha condenação foi algo que deixaram prescrever para não absolver”, declarou na entrevista. A desembargadora relata ainda que vive enclausurada sem ter condições de fazer nada de sua vida. “Luto para ter minha OAB (registro na Ordem dos Advogados do Brasil) de volta e entrei com processo para anular a aposentadoria”, encerra.

Confira aqui a entrevista na íntegra.

Por: Adenauer Cunha

Tags: O Estado de S. Paulo, TJTO, Teo Cury, Willamara Leila