Polí­tica

Foto: Divulgação Júnior Geo é o presidente da CPI do Previpalmas Júnior Geo é o presidente da CPI do Previpalmas

O vereador Júnior Geo (PROS) irá presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito que irá investigar as aplicações do Instituto Previdenciário de Palmas - a CPI do Previpalmas - na Câmara de Vereadores de Palmas. O presidente foi escolhido em votação realizada na manhã desta terça-feira, 14, em reunião entre os membros da CPI.

Além de presidente da CPI, Geo é também autor do requerimento de instauração da CPI do Previpalmas. O documento foi apresentado pelo vereador em abril de 2017 e teve adesão da maioria dos vereadores que o subscreveram.

Apesar disso, a instauração da CPI foi protelada pelo presidente da Casa, vereador José do Lago Folha Filho (PSD) que contrariando o regimento da Câmara, não chegou a solicitar a indicação dos membros para dar início aos trabalhos da CPI. A criação da comissão só foi retomada mais de um ano depois de sua propositura quando, na semana passada o vereador Leo Barbosa, vice-presidente da mesa diretora, assumiu a presidência durante a prisão provisória de Folha, investigado pela polícia na Operação Jogo Limpo.

Barbosa pautou a CPI do Previpalmas durante a sessão do dia 8 de agosto e solicitou que os líderes indicassem os membros da comissão. Havia receio de que, ao sair da prisão, Folha barrasse novamente a CPI, mas as expectativas foram contrariadas e no último dia 9 os membros foram anunciados.

Além de Júnior Geo na presidência, os vereadores também escolheram o vice-presidente da CPI do Previpalmas. Será o vereador Vandim do Povo (PSDC). Já o relator deverá ser indicado pelo presidente da comissão. Os demais membros são os vereadores Leo Barbosa (SD), Marilon Barbosa (PSB) e Gerson Alves (PSL).

Com a escolha do presidente e vice-presidente, cabe agora a Folha baixar o ato de constituição da comissão para que os trabalhos sejam iniciados.

O presidente da CPI disse que um dos objetivos é evitar um rombo na previdência dos servidores de Palmas causado por má aplicação dos recursos. "A CPI tem uma grande importância para verificar o que está acontecendo com o dinheiro que é dos servidores aposentados, ou que virão a se aposentar no município de Palmas, para evitar que ocorra o que aconteceu no Igeprev, o que aconteceu no estado do Rio de Janeiro e diversos outros estados. Estamos aqui para promover a averiguação da aplicação adequada e do uso adequado do dinheiro dos servidores. Espero que possamos transcorrer com normalidade todo o estudo necessário para verificar o que está acontecendo com o dinheiro do Previpalmas", declarou Júnior Geo.

A CPI do PreviPalmas deverá investigar aplicações com indícios de fraude no instituto. Seriam R$ 50 milhões aplicados de maneira irregular. Deste total, R$ 30 milhões teriam sido investidos no Fundo Cais Mauá e R$ 20 milhões no fundo Tercon. As aplicações seriam irregulares porque uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) limita este tipo de aplicação em apenas 5%, entretanto, com os investimentos realizados, o PreviPalmas teria 15% do Cais Mauá e 46% do Tercon.