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Palmas

Foto: Raiza Milhomem

Foto: Raiza Milhomem

Dados do último boletim de monitoramento das arboviroses, produzido pela Secretaria Municipal da Saúde (Semus),  apontam que do início do ano até o momento, Palmas registrou 330 casos de dengue. O número é 93,5% menor do que o total de casos confirmados no mesmo período do ano passado, que registrou 5.114 diagnósticos positivos para a dengue na Capital. O município também contabilizou neste ano um caso dechikungunya e dois de zika. Não há registros de febre amarela em 2020.

Mesmo com o número de casos deste ano menor em relação a 2019, o trabalho preventivo dos agentes de endemias continua durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) destaca as ações realizadas diariamente na Capital para combater focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e  zika.

Segundo a coordenadora do Controle Vetorial da UVCZ, Lara Betânia Melo Pires Araújo, os agentes de endemias inspecionam os imóveis com o intuito de detectar possíveis criadouros do Aedes. “Quando descobrem, mostram ao responsável para que o mesmo possa eliminá-lo. Caso não possa ser eliminado, ele orienta a remover para outro local de forma que não acumule água. Em último caso, quando criadouros não podem ser removidos ou eliminados, é realizado o tratamento (aplicação do larvicida). Os agentes, então, tem esse olhar minucioso em relação aos possíveis criadouros”, explica.

A coordenadora esclarece ainda que, anteriormente, os agentes entravam nas casas para vistoriar banheiros, o recipiente de degelo das geladeiras e o quintal. No entanto, por recomendação dos órgãos de saúde, a vistoria atualmente é realizada apenas no quintal como medida de segurança tanto para o agente quanto para o morador do imóvel.

Após o início da pandemia, já foram realizadas 12.646 inspeções em casas de Palmas e 143 focos do mosquito foram encontrados. Os agentes também apontaram que durante as vistorias 2.416 imóveis encontravam-se fechados. Todos os profissionais receberam treinamento sobre medidas de segurança sanitária para atuar durante a pandemia e possuem equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras, luvas de látex e álcool em gel para realizar vistorias nas casas.

Prevenção

Dentre algumas medidas simples para combater o Aedes e prevenir várias doenças estão a realização de algumas atividades semanalmente, tais como tampar tonéis e caixa d’água, manter calhas sempre limpas, deixar garrafas sempre viradas com a boca para baixo, manter lixeiras bem tampadas, deixar ralos limpos, limpar vasos de plantas, limpar potes de água para animais e retirar água acumulada atrás da máquina de lavar roupa e geladeira. (Redação Semus)