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Campo

Foto: Divulgação Variedades de subprodutos do fruto do pequi Variedades de subprodutos do fruto do pequi

As potencialidades de aproveitamentos de frutos do bioma cerrado, uma diversidade existente na natureza, aliada a sustentabilidade e as possibilidades de geração de renda para agricultores familiares foram apresentadas nesta sexta-feira, 11, no 1º  workshop Digital, com o tema “Tocantins, um cerrado de oportunidades” A ação faz parte do programa Cerrado + Produtivo desenvolvido para incentivo a produção pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro).

No workshop, a engenheira de alimentos da Seagro, Verônica França, apresentou aos participantes, o programa Cerrado + Produtivo e as ações de políticas públicas de incentivo pelo Governo do Estado. Os participantes conheceram também sobre período gestacional do cerrado: sua diversidade, uso e reprodução; mostrando as oportunidades e também a importância da valorização da diversidade cultural das pessoas que vivem do cerrado para continuidade e preservação de espécies e povos e comunidades tradicionais.

Continuidade

Na próxima sexta-feira, 18, a equipe da Secretaria da Agricultura mostrará um caso de sucesso, numa oficina, realizada quinta-feira, 10, na agroindústria Font’ Fruti, na fazenda São Jorge, município de Barrolândia. Na oficina de Agroindustrialização dos frutos do Cerrado, serão apresentadas na prática receitas diversas, utilizando o caju e o pequi como protagonistas.

“O fruto ofertado gratuitamente pelo cerrado é fonte altamente energética e nutritiva, proporcionando uma alimentação saudável às famílias nas comunidades. O aumento do consumo, a qualidade dos frutos e as diversidades existentes, reforçam a possibilidade de buscar alternativas de processamento, agregando mais valor aos produtos e, consequentemente, o retorno maior, visando o alcance de diferentes mercados consumidores”, ressaltou a engenheira de Alimentos, Verônica França.

Para a gerente de sociobidiversidade da Seagro, Dilciane Viana, o programa visa melhorar e expandir os arranjos produtivos locais já existentes, mostrando aos agricultores familiares/agroextrativistas que trabalham com os frutos do cerrado, orientações e alternativas de uso de forma sustentável. “A intenção é utilizar os produtos do cerrado em diversas possibilidades, agregando valor, gerando renda para que se sintam estimulados a permanecer no campo e valorizados na sua identidade, tendo seus conhecimentos tradicionais e cultura preservados, além de contribuírem dessa forma, com a preservação do nosso bioma”, pontuou.

Exemplo - Agroindústria

A agroindústria Font’Fruti, município de Barrolândia é um empreendimento que já possui Selo de inspeção Federal (SIF) habilita comercializar seus produtos nos municípios, no Estado e em todo país. O selo é fruto do apoio da Secretaria da Agricultura e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na legalização sanitária.

Na agroindústria são processados cerca de 15 tipos frutas, sendo utilizadas as frutas das safras anuais. Um importante valor da agroindústria é promover o desenvolvimento local, movimentando uma rede de fornecedores de matéria-prima em cerca de 30 famílias da agricultura familiar. A produção é variada em subprodutos como, conserva, molho, polpa, doces, licores e produtos embalados a vácuo, e demais. A comercialização é realizada nas feiras e delivers, sendo comercializados, na entre safra dos frutos em torno de 100 quilos por semana, na safra normal aumenta para 500 quilos dos subprodutos.

A proprietária da agroindústria, Vairone Milhomem e seu esposo Djalma Alves da Silva explicam como funcionam o mecanismo de trabalhos do dia a dia na produção. “Aqui nós processamos as frutas do cerrado, uma dádiva da natureza, outras produzimos no pomar, assim, diversificamos muito mais nossa produção o que garante uma renda a mais no final do mês”, detalhou.

As frutas mais comuns na região são: caju, pequi, cajá, acerola, maracujá, graviola, cupuaçu, graviola, goiaba, cajá, buriti, entre outros.