Polí­cia

Foto: SSP/TO

Foto: SSP/TO

A Polícia Civil do Estado do Tocantins (PC-TO), por meio da 3ª Divisão de Combate ao Crime Organizado (3ª DEIC) de Araguaína, com apoio da Polícia Civil do Mato  Grosso, deflagrou na tarde dessa sexta-feira, 19, uma operação policial por meio da qual foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Cuiabá (MT), contra suspeitos de integrarem uma associação criminosa especializada na prática de estelionatos eletrônicos, na modalidade conhecida como “golpe do falso intermediário”.

Conforme explica o delegado-chefe da 3ª DEIC e responsável pelo caso, Alexander Pereira da Costa, o crime que deu início às investigações ocorreu na cidade de Araguaína, em dezembro de 2022, e gerou um prejuízo de R$ 28 mil para a vítima que, na ocasião, acabou realizando a transferência para conta do golpista, acreditando que estava adquirindo um veículo do seu legítimo proprietário.

Durante o cumprimento dos mandados de busca em residências de pessoas suspeitas de envolvimento com os golpes, a Polícia Civil do Tocantins, com apoio integral da Delegacia de Combate a Estelionatos de Cuiabá, apreendeu vários cartões bancários, além de aparelhos celulares que, possivelmente, eram utilizados para aplicar os golpes.

Como funciona o “golpe do falso intermediário”

O delegado Alexander explica que o criminoso começa entrando em contato com o vendedor de determinado bem, especialmente veículos, e solicita mais informações do produto e ao final oferece uma proposta de compra. “O estelionatário sempre alega para o vendedor que está adquirindo o bem para um terceiro, geralmente cita parentes, funcionários ou até amigos, com quem tem alguma dívida”, frisa a autoridade policial. 

Na sequência, o golpista realiza a clonagem do anúncio, ou seja, o criminoso cria um anúncio com as mesmas fotos e dados do bem, colocando à venda nas plataformas digitais por um valor abaixo da média do mercado, atraindo assim, pretensos compradores.

Após manter contato com vendedor e comprador, o golpista faz com que as vítimas se encontrem em um determinado local para que o carro seja exibido. “Para o vendedor, o criminoso diz que o parente (ou funcionário, amigo, etc.) está indo ver o carro, enquanto isso, o comprador acredita estar olhando o carro com algum conhecido do suposto vendedor, sendo que ambas as partes são instruídas a não falar de preço nessa visita, o que é uma característica típica do golpe do intermediário”, explica o delegado.

Assim, o criminoso induz as vítimas a acreditarem que estão realizando um negócio de compra e venda legítimo, fazendo com que ao final, o pretenso comprador realize a transferência da quantia para uma conta bancária indicada pelo próprio estelionatário.

Como evitar cair no golpe

O cidadão não pode negociar com intermediários, dando sempre preferência a negociar diretamente com o dono do veículo, suspeitando de negociações que, além de possuir terceiros, pedem sigilo acerca dos valores negociados entre as partes. Além disso, deve certificar-se de que o dinheiro está em sua conta bancária e não transfira o veículo sem essa confirmação.

“É muito importante que o potencial comprador do bem, se cerque de alguns cuidados a fim de não ser mais uma vítima do golpe. Sempre desconfie de ofertas muito boas, como um carro em excelentes condições e valor abaixo do normalmente praticado no mercado. Desconfie de histórias contadas pela outra pessoa da negociação acerca de valores que irá receber de uma rescisão no trabalho ou dívidas de amigos e familiares. No caso do comprador, confirme os dados e faça transferência apenas para a conta bancária do proprietário do veículo ou seu representante legal”, pontua a autoridade policial.

As investigações prosseguirão a fim de que a Polícia Civil possa identificar todos os envolvidos nesse tipo de golpe, que já causou milhares de reais em prejuízos, sobretudo, na cidade de Araguaína. (SSP/TO)