No Dia Mundial do Sono, celebrado em 13 de março, especialistas alertam para os distúrbios do sono, que afetam entre 40% e 45% da população mundial, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Entre os problemas mais comuns está a apneia do sono, caracterizada por pausas na respiração durante a noite e associada a riscos cardiovasculares e metabólicos. Um estudo da Biologix, com base em exames de polissonografia domiciliar, aponta que 66,8% dos homens e 48,6% das mulheres avaliados apresentam apneia em grau leve, moderado ou grave.
“A apneia não é apenas um ronco forte. Ela envolve interrupções repetidas da respiração, queda na oxigenação e fragmentação do sono. Ao longo do tempo, isso sobrecarrega o organismo”, explica o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor médico da Biologix.
Segundo o especialista, mesmo quadros leves podem causar cansaço ao acordar e dificuldade de concentração. Nos casos moderados e graves, aumentam os riscos de hipertensão, doenças cardiovasculares, alterações metabólicas e prejuízos cognitivos. A sonolência diurna também está associada a maior risco de acidentes de trânsito e de trabalho.
Procura por diagnóstico cresce após os 40
O levantamento da Biologix aponta que a maior concentração de exames ocorre entre 40 e 50 anos. A busca começa a partir dos 30, atinge o pico na década seguinte e permanece elevada até os 60. Após os 70 anos, há queda mais acentuada na realização de exames.
Para Lorenzi Filho, o dado sugere que muitos brasileiros só investigam o problema quando os sintomas começam a afetar desempenho profissional, disposição e qualidade de vida.
Quando procurar médico
O especialista recomenda avaliação quando há:
- Ronco alto e frequente
- Pausas na respiração observadas por outra pessoa
- Sensação de sufocamento durante a noite
- Dor de cabeça ao acordar
- Sonolência excessiva durante o dia
- Irritabilidade e dificuldade de memória
“O diagnóstico é feito por polissonografia, exame que registra parâmetros fisiológicos durante o sono e pode ser realizado em laboratório ou em casa. O tratamento varia conforme a gravidade e pode incluir aparelhos intraorais ou o uso de CPAP, dispositivo que mantém as vias aéreas abertas durante a noite”, explica o médico.

