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Roberto Flores é empregado da Embrapa Pesca e Aquicultura desde fevereiro de 2011

Roberto Flores é empregado da Embrapa Pesca e Aquicultura desde fevereiro de 2011 Foto: Lorenna Costa

Foto: Lorenna Costa Roberto Flores é empregado da Embrapa Pesca e Aquicultura desde fevereiro de 2011 Roberto Flores é empregado da Embrapa Pesca e Aquicultura desde fevereiro de 2011

O pesquisador Roberto Flores foi empossado oficialmente como chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) nessa sexta-feira, 10 de abril. A cerimônia aconteceu no auditório da Assembleia Legislativa do Tocantins, durou cerca de 2h e teve discursos técnicos, projeções, cobranças e forte componente emocional. Representantes de diferentes setores produtivos, atores políticos municipais, estaduais e federais, empregados da própria instituição e outros parceiros marcaram presença.

Roberto, que é servidor da Embrapa Pesca e Aquicultura desde fevereiro de 2011, resgatou momentos de sua carreira desde quando foi convocado a trabalhar no Tocantins vindo de São Paulo. Em especial, sua experiência com o doutorado na Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, conquistado por meio de processo que a Embrapa mantém de incentivo à pós-graduação de seus empregados em diferentes níveis. O chefe-geral lembrou três pontos questionados pela diretoria da Embrapa ainda durante o processo de seleção no qual foi escolhido. 

O primeiro deles é  a participação da Embrapa Pesca e Aquicultura em projeto que reúne diversas Unidades da empresa e visa a fazer pesquisas e criar ou adaptar soluções tecnológicas para o desenvolvimento do Matopiba, grande fronteira agrícola que engloba partes do Maranhão, do Tocantins, do Piauí e da Bahia. O segundo ponto refere-se à necessidade de maior envolvimento direto com o setor produtivo, sobretudo com aquicultores e suas entidades representativas. O outro ponto é a necessidade de aprimorar a parceria e o desenvolvimento de ações com o Ministério da Pesca e Aquicultura.

Na visão de Roberto, os três pontos estão sendo trabalhados e apresentam evolução. Nesse sentido, ele destacou a presença de convidados que simbolizam cada um deles: o chefe-geral da Embrapa Maranhão (São Luís/MA) Marco Bomfim, Unidade que coordena o projeto sobre o Matopiba na empresa; o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) Francisco Medeiros; e o próprio ministro da Pesca e Aquicultura Edipo Araujo. São parcerias que estão sendo fortalecidas dentro da Embrapa, com o setor produtivo e com a classe político-institucional.

O chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura começou sua fala se emocionando quando citou a presença de sua família na cerimônia, chegando a chorar. No final de sua fala, Roberto projetou um futuro promissor tanto para a aquicultura nacional como para o estado do Tocantins. “O Brasil é o país do agro, com relevância em várias cadeias produtivas. Da mesma forma, tenho certeza que em poucos anos também será o país do peixe, do pescado, da pesca e da aquicultura”, aposta. Voltando-se a autoridades políticas presentes, acrescentou que “o Tocantins, também em poucos anos, vai ser o principal estado do agro brasileiro”, referindo-se às três grandes áreas de trabalho da Unidade da Embrapa no estado: pesca, aquicultura e sistemas agrícolas (que envolvem cadeias produtivas como soja, arroz, pecuária, milho e algodão).

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, reforçou a importância da parceria direta com os produtores rurais. “A gente fala muito do sucesso da Embrapa. Mas esse sucesso não existiria se não fosse a parceria com os produtores rurais, que são o nosso principal cliente. Eles trazem as demandas e ajudam a Embrapa a validá-las”, explicou. Em sua fala, ela também abordou a paixão que normalmente os empregados da empresa têm pelo próprio trabalho e o reconhecimento que a Embrapa possui externamente. E citou que a empresa está ampliando sua presença em outros países, acrescentando Ásia, África e América Central à atual colaboração na Europa (com escritório na França) e na América do Norte (com escritório nos Estados Unidos).

Reconhecimentos

Os diversos parceiros presentes na cerimônia reconheceram, valorizaram e projetaram incrementos na relação com a Embrapa Pesca e Aquicultura. O presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, comentou sobre o desafio de conviver com a importação, que começou há poucos meses, de filé de tilápia do Vietnã, o que pode impactar negativamente o mercado nacional. “Um dos principais parceiros na defesa técnica nessa questão é exatamente a equipe da Embrapa Pesca e Aquicultura”, relata, acrescentando que “todas as vezes que nós (setor produtivo) procuramos a Embrapa, seja para estruturar uma cadeia produtiva, seja para pedir ajuda, fomos recebidos e tivemos esse retorno”.

O secretário estadual de Pesca e Aquicultura, Rodrigo Ayres, anunciou a construção de duas obras em parceria com a Embrapa. “Uma dentro da Vila Agrotins, que é um frigorífico de pescado. A outra obra será construída na própria sede da Embrapa, com recursos da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), que é uma unidade de beneficiamento escola onde os produtores serão capacitados”, explicou. A secretaria tem sido parceira da Embrapa Pesca e Aquicultura em diferentes projetos, incluindo o Propesca, que monitora o desembarque pesqueiro em cinco municípios tocantinenses que ficam às margens do Rio Araguaia.

Já o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, reconheceu a relevância da Embrapa Pesca e Aquicultura para o país, considerando-a estratégica e reforçando a necessidade de maior aproximação entre as duas instituições. “Quero reafirmar o compromisso do ministério com a Embrapa e o estado do Tocantins. Seguiremos investindo, inovando e trabalhando em parceria com instituições para construir um setor cada vez mais forte, sustentável e tempestivo”, afirmou. Entre outras autoridades, estiveram presentes na posse do novo chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura o prefeito de Palmas Eduardo Siqueira Campos, o vice-governador Laurez Moreira e o senador Irajá Silvestre Filho. 

Juntamente com Roberto Flores, compõem o colegiado gestor da Embrapa Pesca e Aquicultura a pesquisadora Patrícia Chicrala como chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento, o analista Pedro Alcântara como chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia e o também analista Luciano Rocha como chefe-adjunto de Administração. Todos são empregados da própria Embrapa Pesca e Aquicultura. A gestão deverá ser de dois anos, finalizando em dezembro de 2027, com possibilidade de recondução para outros dois anos.