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Economia

Pesquisa realizada pela Ipsos-Ipec, entre 8 e 12 de abril, mostra receio com os efeitos econômico do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. A ampla maioria (90%) dos brasileiros considera que a economia do país de modo geral será afetada: 65% dizem que vai afetar muito e 25% um pouco. Aqueles que consideram que não afetará a economia brasileira são 6% e os que não sabem opinar somam 5%. A percepção de impacto na economia de modo geral é homogênea entre os segmentos sociodemográficos.

O estudo também indica consenso de que o conflito afetará itens diretamente ligados à economia do país. Para cerca de nove em cada dez brasileiros, a guerra vai afetar: preço dos combustíveis (92%), preço dos alimentos (91%), preço do gás e a inflação (89% cada). Quando se trata de geopolítica, 76% consideram que a relação do Brasil com outros países será afetada.

Pergunta: O(a) sr(a) diria que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã vai afetar muito, vai afetar um pouco ou não vai afetar a: (Estimulada - %)]

O levantamento também mede a preocupação da população com os impactos humanitários. A maioria demonstra algum nível de preocupação que o conflito terá com: sua própria vida ou de sua família (75%); brasileiros que vivem no Oriente Médio (70%); civis israelenses (57%), civis que moram em outros países do Oriente Médio (57%); e civis iranianos (55%).

Além disso, 67% demostram preocupação com o impacto do conflito na segurança nacional brasileira e pouco mais da metade (53%) com a estabilidade regional do Oriente Médio.

Pergunta: Em que medida, se é que há alguma, o(a) sr(a) diria que está preocupado com o impacto do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã sobre: (Estimulada - %)

Quanto ao nível de informação sobre a guerra contra o Irã, 60% dizem estar informados (43% mais ou menos e 17% bem informados). Destacam-se como os mais informados aqueles com renda familiar mensal acima de 5 salários mínimos (73%) e os com nível superior (72%). Já 37% se consideram mal informados, índice que é mais expressivo entre os menos escolarizados (45%) e os de menor renda familiar (44%). Somam 2% os que não responderam.

Pergunta: O(a) sr(a) diria que está bem informado, mais ou menos informado ou mal informado sobre o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã? (Estimulada - %)

A pesquisa também investigou sobre a necessidade do ataque realizado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Para 64%, ele foi totalmente desnecessário/desnecessário, enquanto 24% o consideram totalmente necessário/necessário e 12% não opinam. Entre os entrevistados com renda familiar de até 1 salário mínimo, 72% consideram que o conflito foi totalmente desnecessário/desnecessário. Por outro lado, a avaliação de que ele foi totalmente necessário/necessário é maior entre os que se dizem bem informados (42%), os evangélicos (32%) e os homens (30%).

Pergunta: Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque conjunto contra o Irã, resultando na morte do líder supremo iraniano e desencadeando a guerra. Na sua opinião, o ataque realizado pelos Estados Unidos e Israel ao Irã foi algo totalmente necessário, necessário, desnecessário ou totalmente desnecessário? (Estimulada - %)

Quanto ao posicionamento do governo do Brasil diante do conflito, 83% defendem que o país adote posição neutra, 10% que apoie os Estados Unidos e Israel, 2% que apoie o Irã e 5% não sabem opinar. O apoio aos Estados Unidos e Israel é mais expressivo entre quem tem maior renda familiar (19%), em comparação com quem tem renda familiar menor (6%); entre os evangélicos (16%) se comparado aos católicos (7%) e entre os que se dizem bem informados (19%) em relação aos mal informados (4%).

Pergunta: Na sua opinião, o que o governo brasileiro deveria fazer em relação ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, apoiar Israel e os Estados Unidos, apoiar o Irã ou deveria ficar neutro? (Estimulada - %)

Quanto ao posicionamento do governo do Brasil diante do conflito, 83% defendem que o país adote posição neutra, 10% que apoie os Estados Unidos e Israel, 2% que apoie o Irã e 5% não sabem opinar. O apoio aos Estados Unidos e Israel é mais expressivo entre quem tem maior renda familiar (19%), em comparação com quem tem renda familiar menor (6%); entre os evangélicos (16%) se comparado aos católicos (7%) e entre os que se dizem bem informados (19%) em relação aos mal informados (4%).

Pergunta: Na sua opinião, o que o governo brasileiro deveria fazer em relação ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, apoiar Israel e os Estados Unidos, apoiar o Irã ou deveria ficar neutro? (Estimulada - %)

Para Márcia Cavallari, diretora Geral da Ipsos-Ipec, a percepção de impacto econômico demonstra que a população está receosa com os reflexos no bolso e atenta às consequências globais do conflito. O brasileiro também mostra que tem uma visão crítica sobre a necessidade do ataque que desencadeou a guerra e, nesse cenário, deixa claro que o governo brasileiro deve adotar uma postura de neutralidade, uma política externa que não se alinhe a nenhum dos dois lados.

Sobre a pesquisa

Pesquisa quantitativa realizada a partir de entrevistas pessoais e domiciliares, com o objetivo de conhecer a opinião da população acerca do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O levantamento aconteceu entre os dias 8 e 12 de abril de 2026, quando foram entrevistadas 2000 pessoas, em 130 municípios brasileiros.

A amostra é proporcional e representativa dos brasileiros com 16 anos ou mais, elaborada com base em dados do Censo 2022 e PNADC 2024, com controle de cotas pelas variáveis: sexo, idade, escolaridade, raça/cor e ramo de atividade. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, e a margem de erro máxima estimada para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.