A atividade industrial no Tocantins continua operando em ritmo abaixo do esperado, com indicadores que apontam retração na produção e no emprego. Em março, os índices de produção e emprego ficaram abaixo dos 50 pontos, indicando retração na comparação com o mês anterior, embora menos intensa que a registrada em dezembro passado.
Dados da Sondagem Industrial da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO), divulgados nesta quarta-feira,29, mostram que a utilização da capacidade instalada ficou em 60%, estável em relação ao fim de 2025, mantendo o cenário de desaquecimento.
A insatisfação dos empresários com a margem de lucro e a situação financeira aumentou no 1º trimestre deste ano. Entre os principais entraves enfrentados pelo setor, destacam-se a elevada carga tributária e as dificuldades relacionadas à matéria-prima, seja pela escassez ou pelo alto custo. “Esses fatores seguem impactando diretamente a competitividade das indústrias, o que pode ter contribuído para o baixo desempenho do setor em março”, afirma Gleicilene Bezerra da Cruz, técnica em pesquisa da FIETO.
Apesar disso, as expectativas são positivas para os próximos seis meses. Há otimismo em relação ao aumento da demanda, tanto no mercado interno quanto externo, à contratação de trabalhadores e à compra de insumos, além de maior intenção de investir.
ICEI
O nível de confiança dos empresários industriais do Tocantins voltou a recuar em abril, mantendo uma sequência de três quedas consecutivas. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), também divulgado nesta quarta-feira (29) pela FIETO, ficou em 46,3 pontos, redução de 1,3 ponto em relação a março. O resultado permanece abaixo da linha dos 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança, e próximo ao registrado no mesmo período do ano passado (46,7 pontos).
O desempenho segue a tendência observada no cenário nacional, onde o ICEI atingiu 45,2 pontos, indicando um ambiente ainda marcado pela baixa confiança no setor industrial.
Entre os componentes do índice, o indicador de Condições Atuais caiu de 39,9 para 38,9 pontos, sinalizando piora na avaliação dos empresários sobre a economia e os negócios nos últimos seis meses. Já o índice de Expectativas, embora ainda no campo positivo, recuou de 51,5 para 50 pontos, posicionando-se exatamente na linha divisória e refletindo um cenário de cautela.
Mesmo com a queda, os industriais seguem relativamente otimistas em relação ao desempenho de suas próprias empresas. Por outro lado, a percepção sobre o ambiente econômico continua negativa, o que ajuda a explicar o enfraquecimento da confiança geral no setor.

