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Estado

Foto: Frederick Borges

O governador Siqueira Campos participou no início da noite de ontem, domingo, 10 de julho, das comemorações alusivas à revolta do Forte de Copacabana, que se iniciou no dia 5 de julho de 1922. O episódio ficou conhecido na história do Brasil como “Os 18 do Forte”, pois somente 18 militares, que ganharam a adesão de um civil no momento decisivo, o engenheiro gaúcho Octávio Correia, lutaram até o fim por uma causa que consideravam justas e que tem repercussão até os dias de hoje.

O ponto alto das festividades foi o espetáculo intitulado “Concerto de Glória para os 18 do Forte”. A montagem narra a epopeia dos militares que lutaram sob o lema ”à Pátria tudo se deve dar, nada se deve pedir, nem mesmo compreensão”, uma frase do tenente Antônio de Siqueira Campos, um dos líderes do movimento revolucionário.

História

A sucessão do presidente Epitácio Pessoa foi o estopim do levante. Os estados de São Paulo e Minas Gerais indicaram a candidatura do mineiro Artur Bernardes, seguindo o modelo “Café-com-Leite”. A revolta dos militares surgiu após a publicação pelo jornal Correio da Manhã de algumas cartas com ataques violentos ao Exército e à moral do Marechal Hermes da Fonseca, então presidente do Clube Militar.

As cartas falsas foram atribuídas à Artur Bernardes, o que provocou um telegrama e um pronunciamento político do Marechal Hermes em nome do Exército, sendo por isso preso e o Clube Militar fechado. Os jovens tenentes consideraram o fato como uma injúria. Com o forte de Copacabana rebelaram-se a Escola Militar de Realengo, parte da guarnição do Forte do Vigia, no bairro do Leme. Os rebeldes bombardearam alguns objetivos militares. Após breves combates, as forças do governo controlaram todos os focos da rebelião, com exceção do Forte de Copacabana.

No dia seguinte, os combates prosseguiram e quando o comandante Euclides Hermes da Fonseca deixou o Forte para conversar com o Ministro da Guerra, João Pandiá Calógeras, foi preso. Siqueira Campos assumiu o comando. Atendendo a uma sugestão de Eduardo Gomes, o grupo rebelde abandonou o Forte, percorrendo a Avenida Atlântica em direção às tropas do governo. Siqueira Campos dividiu, então, a bandeira nacional em pedaços, entregando um a cada revoltoso e guardando consigo o destinado a Euclides Hermes.

O grupo enfrentou os legalistas na praia de Copacabana, em frente à Rua Barroso, hoje Siqueira Campos. Ao final do combate os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes estavam feridos. Os demais oficiais e praças, juntamente com Octávio Correia, foram mortos. O ato de bravura registrado no dia 06 de julho de 1922 desencadeou uma série de outros levantes em todo o território nacional, como a Revolução Paulista de 1924, a Coluna Miguel Costa-Prestes e a Revolução de 1930, que resultou na tomada de poder por Getúlio Vargas. O movimento tenentista foi responsável por desencadear na sociedade um sentimento de mudança visando o progresso do País.

Fonte: (Secom com informações da Assessoria de Imprensa do Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana)