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Educação

Os números foram apresentados durante palestra da Secretaria de Educação Continuada do Mec

Os números foram apresentados durante palestra da Secretaria de Educação Continuada do Mec Foto: Luiz Melchíades

Foto: Luiz Melchíades Os números foram apresentados durante palestra da Secretaria de Educação Continuada do Mec Os números foram apresentados durante palestra da Secretaria de Educação Continuada do Mec

No segundo dia de discussões do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação da região Norte, que está sendo realizado no auditório do Memorial Coluna Prestes, em Palmas, o representante do Ministério da Educação (Mec), Mauro José da Silva, apresentou o mapa da realidade da Educação de Jovens e Adultos no País e os programas que o governo federal realiza em parceria com os Estados. Ele é da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Mec e demonstrou os dados durante a palestra “EJA em diferentes cenários”.

O relatório apresentado pelo representante do Mec no Fórum apontou uma melhora nos índices de combate ao analfabetismo entre jovens e adultos no Tocantins. Conforme os dados do levantamento do Ministério da Educação, o mais novo Estado da federação saiu de 13,6% de analfabetos em 2009 para pouco mais de 12% em 2013.

Para o presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE), Cicinato Mendes, a redução no índice de analfabetismo em pessoas maiores de 15 anos no Estado é reflexo do boa gestão dos recursos destinados à Educação de Jovens e Adultos. “Nós atribuímos este índice decrescente do Estado à política pública adotada pelos gestores. Aqueles que de fato aplicam os recursos federais nas campanhas da EJA têm resultados palpáveis”, disse.

Em sua palestra, Mauro José da Silva apresentou ainda a situação contrastante da EJA no Brasil. De acordo com ele, há atualmente 42,3 milhões de brasileiros, com idade acima de 15 anos, que não frequentam escola ou sequer concluíram o ensino fundamental. No País, segundo o representante do MEC, ainda existe uma população de 13,5 milhões de analfabetos e que o analfabetismo atinge com maior impacto pessoas negras, pessoas com idade acima de 40 anos e moradores de regiões rurais.

Mauro explicou que é preciso entender o processo para se realizar as ações de incentivos para que os adultos voltem a frequentar uma escola. “Precisamos ter o cuidado para que as pessoas atendidas pelo programa Brasil Alfabetização continuem estudando, isso é um processo, se parar, não teremos bons resultados”, esclareceu.

Plenária final

O fórum prossegue neste sábado, 9, com a realização da plenária, às 9 horas, sob a coordenação da professora Suely Melo de Castro Menezes, presidente do Conselho de Educação do Pará e presidente do Fórum Nacional de Conselhos de Educação da Região Norte. (Ascom Seduc)