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Polí­cia

 A autora do crime usava codinomes de “advogata, cachorrinha e Amante” e passava-se por ela para oferecer serviços de natureza sexual

A autora do crime usava codinomes de “advogata, cachorrinha e Amante” e passava-se por ela para oferecer serviços de natureza sexual Foto: Dennis Tavares

Foto: Dennis Tavares  A autora do crime usava codinomes de “advogata, cachorrinha e Amante” e passava-se por ela para oferecer serviços de natureza sexual A autora do crime usava codinomes de “advogata, cachorrinha e Amante” e passava-se por ela para oferecer serviços de natureza sexual

A Policia Civil do Estado do Tocantins, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), concluiu nessa última quarta-feira, 28, investigação dos crimes de falsa identidade e difamação, praticados por meio de bate-papo de rede social, em que a autora do crime usava o nome e telefone pessoal da vítima, bem como os codinomes de “advogata, cachorrinha e Amante” e passava-se por ela para oferecer serviços de natureza sexual.

A delegada titular da DRCC, responsável pelo caso, Milena Santana, informou que as investigações se estendiam desde o ano passado, e que durante este período, foi preciso ouvir testemunhas e analisar provas técnicas até chegar à autoria.

“A investigação começou tentando monitorar em tempo real o crime que continuava a acontecer enquanto a vítima estava na DRCC. Após mais de quatro horas seguidas, conseguimos colher as evidências necessárias e, durante complexo trabalho investigativo, conseguimos chegar à autoria”, ressaltou a delegada.

De acordo com Milena Santana, durante as apurações dos fatos foi constatado que a vítima passou a receber ligações e mensagens de interessados de diversas localidades, inclusive, de outros Estados, durante horas, o que causou intenso sofrimento e levou a vítima a fazer acompanhamento psicológico. 

Após diligências, restou individualizada a autoria, apurando-se que os crimes foram praticados por pessoa vinculada a um antigo relacionamento da vítima.

A autora do crime foi indiciada e vai responder pelos crimes de falsa identidade (detenção de três meses a um ano) e difamação majorada (detenção, três meses a um ano, e multa, com aumento de a  1/3 da pena). “Orientamos aqueles que forem vítimas de qualquer crime no ambiente virtual, a procurar a Polícia Civil e, desde já, guardar todas as evidências do crime", concluiu a delegada.