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Estado

Foto: Divulgação

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu na tarde desta última terça-feira, 13, sobre a paralisação dos servidores dos Correios e determinou a manutenção de efetivo mínimo de 80% dos trabalhadores em cada unidade, enquanto perdurar o movimento. O TST destacou a falta de razoabilidade na paralisação iniciada na última segunda-feira (12).

Em seu despacho, a ministra Dora Maria da Costa pondera que não houve moderação na deflagração da greve “na medida em que a principal reivindicação da categoria – a concessão da assistência médica e odontológica - constituía o objeto do dissídio coletivo que seria julgado na data da deflagração do movimento, como o foi”. Ainda segundo a magistrada, “emerge o fato de os serviços prestados pela requerente serem considerados essenciais”.

Tocantins

No Tocantins, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sintecto,) José Aparecido Rufino, os servidores da estatal decidiram ainda nesta terça-feira pelo fim da greve em assembleia geral realizada pela categoria. "Decidimos pelo fim do movimento paredista porque nossa principal demanda era a retirada de dependentes como pai e mãe do nosso plano de saúde. O TST julgou essa ação e manteve os dependentes, então nós decidimos pelo fim da greve".

Atualmente, de acordo com a Agência Brasil, apenas os correios dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo mantém a greve e devem realizar assembleias nesta quarta-feira, 14, para decidir se também encerram o movimento. Rufino informou ainda que, apesar do fim da paralisação, os trabalhadores dos correios no Tocantins mantém o estado de greve - situação na qual os servidores permanecem trabalhando normalmente, mas com indicativo de que podem parar caso entendam que seus direitos foram violados. "Vamos manter o estado de greve em razão das nossas demais demandas, como suspensão de férias, falta de reposição salarial e o desmonte da empresa, com extinção de cargos, redução de carga horária e salários e fechamento de agências." Informou.

Efetivo

Até as 18h dessa terça-feira (13), 24 dos 32 sindicatos dos Correios que haviam aderido à paralisação decidiram encerrar o movimento. Quatro sindicatos não haviam aderido à paralisação. Hoje 96,5 mil empregados (o equivalente a 91% do efetivo total dos Correios) trabalharam normalmente, segundo a empresa. O número é apurado por meio de sistema eletrônico de presença.

No último final de semana (10 e 11), os Correios já haviam colocado em prática seu Plano de Continuidade de Negócios, de forma preventiva, para minimizar possíveis impactos à população. O plano continua vigente até o fim do movimento em todo o País.