Polí­cia

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Um homem de 24 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil em Palmas na manhã desta quinta-feira, 17. Ele é suspeito de pedofilia. A prisão foi realizada durante a segunda fase da Operação Luz da Infância, coordenada pelo  Ministério Extraordinário da Segurança Pública, e que investiga crimes de pedofilia cometidos por criminosos em todo o país. A operação ocorre simultaneamente no Tocantins e outros 23 estados, além do Distrito Federal.

De acordo com a polícia, a identidade do suspeito não será revelada para preservar as possíveis vítimas. Ele foi levado para a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos para prestar depoimento.

Operação

A prisão foi realizada durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. A polícia identificou arquivos com conteúdos sexuais relacionados a crianças e adolescentes que possivelmente pertencem ao suspeito. Os alvos foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública após quatro meses de investigações.

Durante  a primeira fase da operação, Em outubro do ano passado, foi apreendido no Tocantins um computador com mais de 85 mil arquivos que, segundo a polícia, têm indícios de conteúdo de pedofilia. Na época, três homens foram presos em flagrante. Um deles foi liberada no mesmo dia após pagar fiança.

Os criminosos, segundo apontaram as investigações da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos de Palmas, utilizavam camadas da internet de difícil acesso, como por exemplo, a Deep Web. Em alguns casos, são utilizadas camadas da internet abaixo da Deep Web.

Conforme a Polícia Civil, também comete crime de pedofilia quem armazena e compartilha conteúdos que ferem a dignidade de crianças e adolescentes. Em todo Brasil, cerca de 2,6 mil policiais civis cumprem mais de 500 mandados de busca e apreensão dentro da operação Luz na Infância.

Cedeca

Segundo dados do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca,) somente este ano 27 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes foram registrados no Tocantins.

Já em 2017 foram o centro recebeu quase 100 denúncias de violência e abuso sexual contra menores no estado. O Cedeca alerta ainda para o problema da subnotificação, já que muitos casos deixam de ser denunciados por medo ou omissão.

As denúncias, entretanto, podem e devem ser feitas de maneira anônima diretamente à polícia ou através do Disque 100 que, somente no ano passado, recebeu em todo o país mais de 20 mil ligações.